Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 9,90

Veja o que muda com aprovação da Anvisa para produção de cannabis medicinal

Agência publicou três resoluções para produção, pesquisa e associações de pacientes, com limites de THC e rastreabilidade

Por Victória Ribeiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 29 jan 2026, 11h00 •
  • A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta quarta-feira, 28, as regras para produção de cannabis medicinal e pesquisa no Brasil.

    A decisão está alinhada a uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que, em novembro de 2024, definiu a legalidade da produção “para fins exclusivamente medicinais e/ou farmacêuticos atrelados à proteção do direito à saúde”.

    Vale destacar que, embora a maconha seja ilegal no Brasil, substâncias derivadas da planta, como o canabidiol (CBD) e o tetrahidrocanabinol (THC), são utilizadas em quantidades específicas no tratamento de diversas condições de saúde, como a epilepsia.

    Foram apresentadas três resoluções distintas (RDCs), sendo uma voltada à produção, outra à pesquisa científica e uma terceira para associações de pacientes.

    Produção

    A produção de cannabis medicinal será autorizada apenas para empresas registradas. O cultivo terá rastreabilidade geográfica, registros fotográficos e limite máximo de THC de 0,3%, valor que separa o cânhamo industrial da maconha com efeitos psicoativos.

    Além disso, os produtores precisarão de registro prévio no Ministério da Agricultura, comprovante da origem genética da planta e análises laboratoriais. O transporte das cargas será comunicado à Polícia Rodoviária Federal e restrito a rotas controladas. Em caso de irregularidades, o cultivo poderá ser destruído.

    Continua após a publicidade

    A liberação também seguirá a chamada ‘lógica de compatibilidade’, ou seja, o plantio não poderá exceder o necessário para produzir a quantidade de medicamento autorizada.

    Pesquisa

    A resolução voltada para pesquisa permite a concessão de uma Autorização Especial apenas para alguns tipos de instituições: universidades e centros de pesquisa reconhecidos pelo MEC, instituições públicas de ciência e tecnologia (ICTs), indústrias farmacêuticas e órgãos de Defesa do Estado.

    A norma também exige uma série de medidas de controle. Entre elas estão:

    • Inspeção prévia do local pela autoridade sanitária
    • Barreiras físicas de proteção
    • Vigilância 24 horas por dia, com câmeras e alarmes
    • Acesso restrito, com controle de quem entra e quem sai
    Continua após a publicidade

    Os produtos obtidos nesses estudos não poderão ser vendidos, mas poderão ser compartilhados com outras instituições, desde que elas também tenham autorização da Anvisa, para realizar análises e outras etapas ligadas à pesquisa.

    No caso de produtos para pesquisa com THC acima de 0,3%, a regra determina que eles devem ser obtidos por importação, com autorização prévia da Anvisa e seguindo exigências internacionais definidas pela Organização Nacional de Saúde (ONU).

    Associações

    A terceira resolução aprovada cria uma regra específica para associações de pacientes sem fins lucrativos. Assim como no caso da pesquisa, não há autorização para comercialização.

    A ideia é permitir que essas associações possam atuar em um ambiente controlado e supervisionado, para avaliar se é possível manter uma produção e operação em pequena escala, fora do modelo industrial. “Além disso, a proposta busca gerar dados e evidências sobre a qualidade e a segurança desse tipo de produção, para orientar decisões futuras da própria Anvisa”, diz a agência.

    Continua após a publicidade

    Para isso, a Anvisa pretende fazer um chamamento público, selecionando um número limitado de projetos por ciclo, com base em critérios técnicos e sanitários. Também haverá limites definidos para quanto pode ser produzido e quantos pacientes podem ser atendidos

    Assim como nas outras resoluções, essa proposta prevê um plano de monitoramento, com indicadores de qualidade, além de regras de rastreabilidade — ou seja, será preciso acompanhar todo o caminho dos insumos e dos produtos, desde a origem até a entrega final ao paciente.

     

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).