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Anvisa apreende Mounjaro e botox falsificados após ação de fiscalização

Produtos tinham indícios de adulteração ou falta de registro; lista também inclui suplementos e esteroides anabolizantes

Por Victória Ribeiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 fev 2026, 10h59 • Atualizado em 23 fev 2026, 11h04
  • Uma ação de fiscalização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realizada nesta sexta-feira, 20, determinou a apreensão de lotes falsificados do medicamento Mounjaro e de botox, ambos produzidos por empresas desconhecidas.

    A Eli Lilly do Brasil, fabricante do Mounjaro, informou ter identificado no mercado unidades do lote D838838 com diferenças em relação ao produto original. Entre os problemas apontados estão falhas na impressão do nome e de outras informações do rótulo, que aparece com baixa qualidade e levemente borrada. A Anvisa determinou a apreensão dos produtos e proibiu armazenamento, comercialização, distribuição, importação e uso.

    Botox

    A AbbVie Farmacêutica, responsável pela produção de botox, afirmou desconhecer o lote C7936C3. Segundo a empresa, as unidades apresentam informações divergentes das que caracterizam o produto original — como datas de fabricação e validade — e provavelmente são adulteradas.

    Outros produtos irregulares

    Tirzepartida 15 mg (lote L61373)
    O produto teve a apreensão e a proibição de comercialização, distribuição, importação e uso determinadas. Foi comprovado que a substância foi importada sem registro ou autorização da Anvisa e é fabricada por empresa desconhecida.

    Produtos da marca ShoopNatu (todos os lotes)
    Incluem Ozempic Natural Shoopnatu, Maca Mulher Shoopnatu, Peruvian Maca Black Shoopnatu, Cogumelo Juba de Leão Shoopnatu e Glucomannan Shoopnatu.

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    A empresa ShoopNatu teve os itens apreendidos e proibidos de serem comercializados, distribuídos, fabricados e divulgados. Segundo a Anvisa, os produtos eram anunciados e vendidos sem registro, notificação ou cadastro e eram fabricados por empresa desconhecida.

    Produtos manipulados pela Moridezam Manipulações (lotes a partir de 01/01/2026)
    A empresa teve a comercialização e a divulgação suspensas. A Anvisa constatou que preparações manipuladas estavam sendo vendidas sem receita individualizada de profissional habilitado, o que não é permitido. Além disso, os produtos eram anunciados com nome fantasia ou código, em desacordo com a definição de preparação magistral prevista em norma.

    Xarope Magaraz Ação Eficaz e Extrato Composto Magaraz (todos os lotes)
    Fabricados pela Magaraz, os itens tiveram apreensão e proibição de comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso. Segundo a agência, os produtos eram fabricados e vendidos sem registro.

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    Esteroides e hormônios diversos (todos os lotes)
    Incluem Boldenone 300 (Undecilato de Boldenona), Test P 100 (Testosterona Propionato), Test C 300 (Testosterona Cipionato), Masteron P 100 (Drostanolona Propionato), Test E 300 (Testosterona Enantato), Anadrol 50 (oximetolona), Sustanon 300 (mistura de testosteronas), Arimidex 1 (Anastrozol), Cytomel 0.25 (Liotironina Sódica) e Anavar 10 (Oxandrolona).

    De fabricante não identificado, os produtos tiveram apreensão e proibição de comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso por não possuírem registro, notificação ou cadastro na Anvisa.

    Produtos naturais diversos (todos os lotes)
    Entre eles Ora Pro Nobis Unilife, Ora Pro Nobis Líquido Flora Caps, Calmin Flora Caps, Canela de Velho (cápsulas e líquido), Ginkocen m.b.c. Caps, Ginkgo Biloba (diversas versões), Xarope da Vovó Isabel, Cardo Mariano Líquido e Ozempic Natural Super Chá.

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    Fabricados pela Calixto & Alberton Comércio Atacadista de Cereais, tiveram apreensão e proibição de comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso. Segundo a Anvisa, os produtos são vendidos sem registro e a empresa não possui Autorização de Funcionamento para fabricar medicamentos.

    Furosemida 10 mg/ml solução injetável (lote 25061165)
    Produzido pela Hyporfarma, o medicamento teve recolhimento e suspensão da comercialização, distribuição e uso após a detecção de partícula de vidro dentro de ampola.

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