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Amamentação evita até 70% das infecções na infância

Estudo mostrou que amamentar crianças por mais de nove meses, em comparação com menos de três meses, reduz casos de sinusite e infecções de garganta e ouvido

Por Da Redação - 3 set 2014, 10h44

É possível que a propensão de uma criança sofrer de sinusite e infecções de garganta e de ouvido seja determinada nos seus primeiros meses de vida. Segundo um estudo publicado nesta semana, um bebê que foi amamentado por mais tempo tem até 70% menos risco de apresentar esses problemas aos seis anos de idade.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Breastfeeding and Risk of Infections at 6 Years​

Onde foi divulgada: Pediatrics

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Quem fez: Ruowei Li, Deborah Dee, Chuan-Ming Li, Howard Hoffman e Laurence Grummer-Strawn

Instituição: Instituto Nacional de Saúde e Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos

Resultado: Crianças amamentadas por mais tempo quando bebês têm menos infecções de ouvido e de garganta, além de episódios de sinusite, nos seis primeiros anos de vida.

A conclusão faz parte de um levantamento feito pelo Instituto Nacional de Saúde e pelo Centro para Controle e Prevenção de Doenças, ambos dos Estados Unidos. O estudo acompanhou cerca de 1 500 mulheres grávidas e, depois, seus filhos até que completassem seis anos.

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Todo mês, as mães relataram se as crianças tiveram gripe, sinusite, pneumonia, além de infecções de garganta, ouvido e urina. Os pesquisadores também coletaram dados sobre se elas haviam amamentado os seus filhos e por quanto tempo.

Impactos – A pesquisa indicou que as crianças que foram amamentadas por no mínimo nove meses apresentaram quase 70% menos episódios de infecções de ouvido e de garganta, além de 30% menos casos de sinusite, do que as que foram amamentadas durante até três meses.

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O estudo também mostrou que a intensidade do aleitamento materno influenciou a saúde das crianças ao longo dos anos. Quando o leite materno correspondeu a mais de dois terços de todo o leite ingerido pela criança nos seis primeiros meses de vida, em comparação com menos de um terço, o risco de ela ter sinusite na infância foi 53% menor.

Os autores do estudo não encontraram relação entre a amamentação e o risco de gripe e infecção urinária ou pulmonar.

“O leite materno é rico em fatores imunológicos que ajudam a criança a lutar contra infecções na infância. Porém, os mecanismos pelos quais o leite da mãe continua protegendo a criança mesmo quando ela para de ser amamentada ainda não estão claros”, escreveram os autores no artigo, que foi publicado na revista médica Pediatrics.

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