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4 cuidados para evitar picadas pelo mosquito da dengue

Após um ano de recordes, aumento no número de casos preocupa autoridades e população

Por Luiz Paulo Souza Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 20 fev 2025, 13h16 - Publicado em 20 fev 2025, 12h50

O ano de 2025 começou com um alerta em relação à dengue: após um 2024 de recordes, com mais de 6 milhões de casos, os riscos de um novo período de com um grande número de ocorrências são altos. 

O cenário realmente preocupa. Em meados de fevereiro, o país já acumula mais de 330 mil diagnósticos, mais de 120 mil deles apenas em São Paulo – o que levou a secretaria de Estado de Saúde a decretar situação de emergência, algo que deve facilitar os maiores gastos com a contenção de uma possível epidemia. 

Os motivos por trás do grande número de casos são vários. Além do calor intenso e das chuvas provocadas pelas mudanças climáticas e pelo El Niño, o que facilita a disseminação do mosquito, no ano passado circulou o sorotipo 2 da doença, que não era responsável por um grande número de casos desde 2019. Neste ano, os dados de vigilância já apontam a circulação da variante 3, que não aparecia de maneira substancial há pelo menos 17 anos – o que faz com que grande parte da população esteja vulnerável por nunca ter tido contato com esse subtipo do vírus.

Como se proteger do Aedes aegypti?

Não é novidade para ninguém que a transmissão da doença ocorre por meio do Aedes aegypti. A fêmea precisa do sangue para conseguir amadurecer seus ovos e, quando ela está com o vírus, transmite a doença. A picada pode ocorrer a qualquer hora do dia, mas os horários preferenciais ocorrem no início da manhã e no final da tarde.

Conter a disseminação do mosquito é uma tarefa hercúlea, mas é a maneira mais eficiente de conter a doença, o que só pode ser efetivado por meio de ações coletivas, cuja responsabilidade se divide entre sociedade e setor público. Apesar disso, há, sim, algumas medidas que podem ser tomadas individualmente para tentar evitar as picadas. São elas:

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  • Repelentes: o uso desses cremes e sprays é recomendado porque eles possuem substâncias que afastam o mosquito, diminuindo as chances de picada. Para garantir efetividade é preciso que ele seja aplicado depois de outros produtos, como hidratantes e protetores solares, além de estar atento a necessidade de reaplicação;
  • Repelentes de tomada: esses produtos, embora não matem o mosquito, podem afastá-los da casa, diminuindo as chances de picadas;
  • Inseticidas: especialistas alertam que esse spray é capaz de matar os mosquitos, em especial em ambientes fechados, mas por só funcionarem em adultos e não serem capazes de eliminar os ovos, têm eficácia limitada;
  • Telas nas janelas: esse tipo de equipamento pode ser um bom aliado na proteção contra o mosquito, por ajudar a evitar que eles entrem nos recintos, em especial quartos que podem ficar com a porta fechada. 

Quais os sintomas da dengue?

Além de se proteger das picadas, ficar atento aos sintomas também é importante. Embora a mortalidade por dengue não seja tão grande quanto a de outras infecções, visitar um serviço de saúde é importante, tanto para o paciente, quanto para que o setor público entenda como e onde o vírus está se disseminando. 

“Fazer uma consulta médica é importante para que se identifiquem os sinais de gravidade”, explicou a VEJA o médico Carlos Magno Fortaleza, que também é diretor da Sociedade Paulista de Infectologia. “A dengue é uma doença febril, que normalmente começa com dores no corpo, em especial nos músculos e atras dos olhos, além de provocar manchas no corpo, conhecidas como exantema.”

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Os principais sinais de gravidade, que podem indicar a necessidade de internação, são quadros de queda de pressão, vômitos incontroláveis, dor abdominal intensa, febre e hipotermia, além de sangramentos e alteração da consciência. 

A vacinação segue sendo o principal meio de prevenir novos casos, mas o número ainda é insuficiente para proteger toda a população. Atualmente, crianças e adolescentes de 10 a 14 anos são o público-alvo, mas, na última sexta-feira 14, o Ministério da Saúde autorizou que os estados ampliem a faixa etária caso haja imunizantes próximos à data de vencimento.

Quais as medidas coletivas para evitar a disseminação do mosquito da dengue?

Para tentar evitar os novos casos desde o início do ano, as autoridades têm recomendado que as prefeituras deem prioridade às ações de combate a arboviroses. Entre as medidas estão o monitoramento e a notificação dos casos suspeitos, a investigação das mortes, o controle vetorial (visitas domiciliares e borrifação de inseticidas), a organização dos serviços de saúde e a capacitação profissional.

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Também é necessários, contudo, que a população faça a sua parte. Estima-se que 75% dos focos estejam nas casas, e, por isso, para evitar a proliferação do Aedes aegypti são importantes medidas como: 

  • Evitar água parada em pneus, latas, lonas e garrafas vazias;
  • Observar plantas e potes que possam acumular água;
  • Limpar a caixa d’água regularmente e mantê-la fechada;
  • Desentupir calhas;
  • Eliminar entulhos;
  • Cobrir piscinas que não estejam em uso;
  • Permitir a visita de agentes comunitários de saúde.
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