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VEJA e as entrevistas

Edição tem entrevistas com o ministro da Justiça, Sergio Moro, nas Páginas Amarelas, e com o autoproclamado presidente da Venezuela, Juan Guaidó

A primeira edição de VEJA a publicar uma entrevista em páginas de cor amarela chegou às bancas em junho de 1969. O entrevistado era o escritor e dramaturgo Nelson Rodrigues, que, ao levar os assuntos da política nacional para sua coluna de jornal, havia se tornado “o mais amado, o mais odiado e o mais discutido comentarista político do Brasil”. De lá para cá, VEJA já entrevistou 2 457 personalidades, entre políticos, artistas, presidentes, ministros, intelectuais, cientistas, atletas.

Na edição passada, as Páginas Amarelas trouxeram entrevista com o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, cujas declarações — sobretudo o trecho em que diz que “o brasileiro viajando é um canibal, rouba coisas dos hotéis, rouba o assento salva-vidas do avião” — causaram enorme impacto político e levaram a oposição a pedir sua convocação para dar explicações na Câmara dos Deputados. (Registre-se que Vélez, diante da torrente de críticas que recebeu, não recorreu ao esfarrapado subterfúgio de culpar VEJA, alegando que sua “declaração foi distorcida” ou que foi tirada de seu “devido contexto”.)

Nesta edição, o entrevistado das Páginas Amarelas é o ministro da Justiça, Sergio Moro, que fala sobre seu papel no governo e defende os aspectos mais polêmicos de seu pacote anticrime, lançado na segunda-­feira 4. Moro considera um acerto ter ampliado os casos em que policiais podem atirar em legítima defesa. “As pessoas não são robôs”, diz ele. “Não reagem automaticamente aos fatos com toda aquela frieza objetiva. No pacote, não há nenhuma licença para matar.”

No jargão das redações, uma entrevista publicada no formato de perguntas e respostas é chamada de “pingue-­­pongue”. Trata-se de um dos recursos mais usados no jornalismo brasileiro — embora menos comum na imprensa americana, por exemplo — para expor as ideias de alguém. As Páginas Amarelas são um pingue-pongue, mas VEJA também publica entrevistas nesse formato em suas páginas convencionais, quando a conversa é mais curta e mais rápida.

É o caso da entrevista do autoproclamado presidente da Venezuela, Juan Guaidó, concedida ao editor Fernando Molica, da sucursal do Rio de Janeiro. O jornalista esteve em Caracas durante uma semana, quando pediu a entrevista. Depois que Molica já estava de volta ao Brasil, Guaidó atendeu a seu pedido e respondeu às perguntas por e-mail. A entrevista está na página 60.

Publicado em VEJA de 13 de fevereiro de 2019, edição nº 2621