Jogo ganho
'Homem-Formiga e a Vespa' mantém o time afinado do primeiro filme e sobe o grau de doidice visual
Se é verdade que dentro de todo adulto vive a criança que ele foi um dia, esta terá dificuldade em resistir às delícias de Homem-Formiga e a Vespa (Ant-Man and the Wasp, Estados Unidos, 2018; em cartaz a partir desta quinta-feira) — por exemplo, um kit de Hot Wheels cujos carrinhos, com um clique, viram carros, furgões e modelos esportivos em tamanho real, prontos para acelerar, ou ainda o edifício portátil, com alça e rodinhas. Três anos depois do filme de estreia do personagem vivido por Paul Rudd, esta continuação mantém a efervescência, e sobe o grau de doidice visual: cada uma das cenas de ação — e elas vêm uma atrás da outra — brinca até não mais poder com as mudanças súbitas de tamanho do Homem-Formiga e de sua amiga Vespa, que na vida civil atendem pelos nomes de Scott Lang e Hope Van Dyne (Evangeline Lilly). Ora diminuto, ora colossal, e às vezes engasgado em algum constrangedor estágio intermediário, o Homem-Formiga enfrenta não só o atravessador Sonny Burch (Walton Goggins) e a evanescente vilã Fantasma (Hannah John-Kamen) como tem sobretudo de suportar as humilhações a que o botão defeituoso de seu traje o submete bem nos momentos em que ele mais gostaria de impressionar Hope/Vespa.
É tudo feito com uma alegria contagiante, e não é por outra razão que a Marvel manteve os principais jogadores do primeiro filme em suas posições, começando pelo diretor Peyton Reed. Michael Douglas tem sua participação reforçada; Michelle Pfeiffer entra em cena; Rudd de novo oferece os préstimos de corroteirista — e Michael Peña continua a roubar a cena como o idiota do crime Luis, agora reformado mas ainda atrapalhado. Em time que vence não se mexe, e este aqui estava com o jogo ganho.
Publicado em VEJA de 4 de julho de 2018, edição nº 2589
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