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Primeira pesquisa do ano traz choque de realidade para Flávio Bolsonaro

Levantamento mostra Lula à frente e revela que, apesar de novos nomes, a eleição segue prisioneira da lógica do veto e da polarização

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 jan 2026, 20h30
Primeira pesquisa do ano traz choque de realidade para Flávio Bolsonaro Priorizar nos meus resultados Google

A primeira pesquisa eleitoral de 2026 divulgada neste início de ano reforça uma percepção já disseminada nos bastidores de Brasília: a sucessão presidencial caminha para repetir o roteiro de 2022. Segundo levantamento do Instituto Ideia em parceria com o portal Meio, o presidente Lula aparece à frente na maioria dos cenários testados, enquanto a oposição ainda patina na busca por um nome capaz de romper a polarização (este texto é um resumo do vídeo acima).

O dado mais simbólico do estudo é que apenas um adversário empata tecnicamente com Lula em simulações de segundo turno: o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Mesmo assim, sua candidatura ao Planalto permanece incerta, já que o próprio governador tem reiterado a intenção de disputar a reeleição no estado.

O que a pesquisa revela sobre o humor do eleitor?

De acordo com o levantamento, Lula lidera com pouco mais de 40% das intenções de voto em um dos principais cenários, enquanto Tarcísio aparece com cerca de 33%. Outros nomes da direita, como governadores e líderes regionais, surgem bem atrás, sem demonstrar força nacional consistente.

A CEO do Instituto Ideia, Cila Schulman, resume o diagnóstico: no imaginário coletivo, a eleição ainda é vista como um embate entre Lula e o bolsonarismo. Os demais pré-candidatos, segundo ela, “ainda não se apresentaram de forma clara ao país”.

Por que Flávio Bolsonaro entra nesse jogo?

Com a entrada formal do senador Flávio Bolsonaro na disputa, a direita passa a ter um nome explicitamente associado ao bolsonarismo. No cenário em que ele é testado, o parlamentar aparece com cerca de 26% das intenções de voto, contra quase 40% de Lula — desempenho inferior ao de Tarcísio.

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Ainda assim, a avaliação de estrategistas políticos é que Flávio aposta em uma eleição de rejeições, não de propostas. A lógica é simples: levar o pleito para um segundo turno em que o eleitor seja forçado a escolher entre barrar Lula ou impedir o retorno de um Bolsonaro ao Planalto.

A polarização ainda define o jogo?

Segundo o colunista Robson Bonin, de Radar, a pesquisa indica que a polarização segue intacta. “A eleição caminha para ser novamente uma eleição de veto”, avalia. A rejeição dos candidatos — mais do que sua capacidade de ampliar apoios — tende a ser o fator decisivo.

O cenário, diz ele, repete o dilema de 2022: o eleitor não escolhe necessariamente quem prefere, mas quem rejeita menos. Nesse ambiente, a ausência de uma terceira via viável continua sendo um traço marcante do tabuleiro eleitoral.

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Há espaço para uma alternativa fora desse eixo?

Por ora, os números sugerem que não. Apesar da multiplicidade de pré-candidaturas e do calendário ainda distante, nenhum nome conseguiu romper a barreira simbólica que separa o eleitor da lógica Lula versus Bolsonaro.

A pesquisa mostra que, mesmo após um governo marcado por desgaste político, crises fiscais e escândalos recorrentes, Lula ainda enfrenta um campo oposicionista fragmentado. Do outro lado, o bolsonarismo mantém musculatura eleitoral, mas segue limitado por altas taxas de rejeição.

O resultado é um cenário conhecido: dois polos fortes, um centro enfraquecido e uma eleição que, tudo indica, será decidida mais pelo medo do que pela esperança.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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