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Estão procurando um teto?

Não. Os miltantes do MTST estavam apenas em busca de barulho inóquo

Por Diogo Schelp Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 20 abr 2018, 06h00 - Publicado em 20 abr 2018, 06h00

O Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST) perdeu uma oportunidade de ouro de encontrar um teto na semana passada. Na segunda-feira 16, um punhado de militantes fez uma ocupação-relâmpago do tríplex do ex-presidente Lula. Eles pularam as grades do condomínio e abriram um portão de banhistas para permitir a entrada de mais duas dezenas de parceiros. Subiram pela escada os dezesseis andares até o apartamento vazio que a OAS reservou para Lula em troca de mamatas no governo. A porta foi arrombada e o grupo estendeu bandeiras nas sacadas do tríplex com as frases: “Se é do Lula, é nosso. Se não é, por que prendeu?”. Três horas depois da chegada da polícia, os sem-teto deixaram alegremente o apartamento. Não estavam em busca de teto. Apenas de barulho inócuo. O líder do MTST e pré-candidato à Presidência da República pelo PSOL, Guilherme Boulos, que não participou da ocupação, argumentou depois que, se Lula fosse o verdadeiro proprietário do imóvel, só ele poderia exigir a reintegração de posse. É um sofisma: na sentença que condenou Lula, está claro que a questão não é a titularidade do imóvel, mas seu uso para lavagem de dinheiro de corrupção. Não fosse isso, seria o caso de perguntar: por que o MTST, cujos integrantes não têm onde morar, não pediu o teto à OAS? Os sem-teto fazem o mesmo jogo de cena dos militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra, o MST. A ideia não é obter moradias, tampouco terra para quem nela trabalha. É manter acesa a indignação da militância com a prisão de Lula — e torcer para que não se apague.

Publicado em VEJA de 25 de abril de 2018, edição nº 2579

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