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Morreu, aos 77 anos, a pedagoga e escritora de livros infantojuvenis Fanny Abramovich

Por Da Redação Atualizado em 30 jul 2020, 20h31 - Publicado em 1 dez 2017, 06h00

Morreram

Slobodan Praljak, ex-general bósnio-croata, condenado por crimes de guerra. Assim que o Tribunal Penal Internacional, da ONU, confirmou a sentença de vinte anos de prisão, por delitos cometidos durante conflitos na Bósnia, ele tomou o líquido de um frasco e se dirigiu ao juiz: “Acabei de beber veneno. Não sou um criminoso”. Foi socorrido, mas não resistiu. Não se sabe como conseguiu o veneno. A guerra da qual Praljak foi um dos protagonistas teve início em 1992. Após a desintegração da Iugoslávia, a Bósnia, de maioria muçulmana, declarou independência. Os sérvios, cristãos ortodoxos (um terço da nação), não aceitaram, o que levou a uma disputa armada. Em 1995, em seguida ao massacre de 8 000 muçulmanos, na cidade de Srebrenica, a Otan interferiu e os sérvios se renderam. De acordo com a ONU, Praljak “causou danos desproporcionais à população civil muçulmana”. Dia 29, aos 72 anos, em Haia, na Holanda.

Pete Moor – Cofundador da banda Miracles, sucesso da gravadora Motown Donaldson Collection/Getty Images

Pete Moore, cantor americano, membro do Miracles, conjunto liderado pelo vocalista Smokey Robinson, sucesso nas décadas de 60 e 70. O grupo foi gravado pela Motown, símbolo da música negra. De uma série de hits, Moore compôs, por exemplo, Ooo Baby Baby e The Tracks of My Tears. Após 25 álbuns, o Miracles se desfez em 1978. Dia 19, aos 79 anos, por complicações de diabetes, em Las Vegas.

Fanny Abramovich – Educadora e escritora de gargalhada irresistível Bob Wolfenson/

Fanny Abramovich, pedagoga e escritora paulistana de livros infantojuvenis, autora de mais de quarenta títulos. Na São Paulo dos anos 60, 70 e 80, tornou-­se referência de um recurso didático, ainda incipiente nas escolas, que mesclava as boas narrativas com leituras divertidas e emocionadas. “Muitos alunos meus, de quarenta anos atrás, já me encontraram pela vida e ainda se lembram do jeito como contava histórias”, disse ela em 2008, sem um pingo de afetação. Em 1980 fez muito sucesso ao estrear um quadro no programa matinal TV Mulher, da Globo, apresentado por Marilia Gabriela. Sua gargalhada contagiante, associada a movimentos de braços que pareciam levá-la a levantar voo das almofadas nas quais se sentava, rapidamente ganhou notoriedade. Dia 27, aos 77 anos, de câncer, em São Paulo.

Augusto Marzagão, jornalista paulista, criador do histórico Festival Internacional da Canção, que teve edições entre 1966 e 1972. Nascido em Barretos, chegou a ingressar no seminário, que abandonou aos 18 anos. Como repórter do jornal O Tempo, conheceu o ex-presidente Jânio Quadros (1917-1992), de quem viria a ser assessor. Trabalhou também com os ex-­presidentes Itamar Franco (1930-2011) e José Sarney. Ao longo de duas décadas, atuou na Televisa, rede de TV mexicana. Dia 28, aos 87 anos, de insuficiência respiratória, no Rio.

Publicado em VEJA de 6 de dezembro de 2017, edição nº 2559

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