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Uma nova pedra no caminho de Flávio Bolsonaro rumo ao embate contra Lula

Senadora Tereza Cristina rejeita convite para vice e obriga PL a buscar alternativa que ajude a reduzir rejeição e ampliar apoio feminino

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 20 mar 2026, 14h59 • Atualizado em 20 mar 2026, 15h45
  • A tentativa do PL de montar uma chapa competitiva para a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro sofreu um revés importante nos bastidores de Brasília. Cotada como vice ideal, a senadora Tereza Cristina decidiu não embarcar no projeto — e impôs ao partido um novo desafio estratégico a poucos meses da definição eleitoral (este texto é um resumo do vídeo acima).

    O movimento expõe não apenas dificuldades de articulação política, mas também um problema central da campanha: como ampliar o alcance do bolsonarismo para além de sua base tradicional.

    Por que Tereza Cristina recusou o convite?

    A decisão foi comunicada diretamente a Flávio Bolsonaro em uma reunião na sede do PL, em Brasília. Segundo o repórter Gabriel Sabóia, de Radar, em participação no programa Ponto de Vista, a senadora foi clara sobre sua posição.

    “Ela notificou o senador Flávio Bolsonaro que não quer ser vice candidata… e pretende seguir como senadora.”

    Eleita pelo Mato Grosso do Sul, Tereza optou por manter seu mandato e se afastar de uma disputa nacional que, neste momento, carrega alto grau de incerteza.

    Por que ela era considerada peça-chave?

    Dentro do PL, Tereza Cristina era vista como um nome estratégico — não apenas pela experiência política, mas pelo perfil.

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    Sabóia resume o raciocínio de parte do partido: “Ela era tida como o nome favorito… por ser mulher, por trazer o agronegócio.”

    Além disso, sua imagem mais técnica e moderada era considerada um ativo importante para equilibrar a chapa e ampliar o diálogo com setores econômicos e eleitorado feminino.

    O que a recusa muda para a campanha?

    A negativa força o PL a reiniciar a busca por um nome que cumpra funções semelhantes — tarefa que não será simples.

    Segundo Sabóia, o partido agora enfrenta dois desafios simultâneos: “Tentar diminuir essa rejeição com as mulheres e modular o discurso.”

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    A escolha da vice passa a ser ainda mais estratégica, já que terá papel direto na tentativa de suavizar a imagem da candidatura.

    Por que o eleitorado feminino virou prioridade?

    A preocupação não é nova — e vem desde a eleição de 2022.

    Na avaliação de aliados do ex-presidente, a ausência de um nome como Tereza Cristina na chapa anterior foi um erro relevante. Sabóia lembra que essa leitura já circulava no núcleo político do bolsonarismo.

    Agora, o desafio se repete — com a diferença de que o tempo para corrigir essa lacuna é menor.

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    O PL insistirá em uma vice mulher?

    A tendência, por ora, é manter essa estratégia.

    De acordo com Sabóia, o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, segue defendendo que a vaga seja ocupada por uma mulher — justamente para enfrentar a resistência em segmentos do eleitorado.

    A questão é encontrar um nome que reúna atributos políticos, eleitorais e simbólicos semelhantes aos de Tereza Cristina — algo que, nos bastidores, é visto como difícil.

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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