Uma certeza sobre a disputa entre Lula e Flávio se repete em todas as pesquisas recentes
Levantamentos recentes indicam briga equilibrada no segundo turno e mostram dificuldades crescentes para candidatos da chamada terceira via
As novas pesquisas eleitorais divulgadas nas últimas semanas, dos institutos Datafolha e Real Time Big Data, reforçam um cenário que começa a se consolidar na disputa presidencial: a polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro. Segundo a análise do colunista Mauro Paulino no programa Ponto de Vista, apresentado por Marcela Rahal, o empate técnico entre os dois candidatos em simulações de segundo turno já aparece de forma consistente em diferentes institutos (este texto é um resumo do vídeo acima).
Para Paulino, o dado mais relevante é a repetição desse cenário em pesquisas feitas por metodologias distintas — telefônicas, presenciais e online —, o que indica maior solidez na fotografia atual da corrida eleitoral.
O que mostram as pesquisas mais recentes?
De acordo com Paulino, o empate entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno não é um dado isolado. Diferentes institutos vêm apontando para um cenário de equilíbrio entre os dois polos políticos.
Em simulações de primeiro turno, Lula ainda aparece liderando, mas a soma dos votos de candidatos de direita e centro-direita aproxima os blocos ideológicos.
Esse quadro reforça a expectativa de uma disputa presidencial novamente polarizada.
Por que a candidatura de Flávio Bolsonaro ganhou força?
Segundo o analista, a principal novidade deste primeiro trimestre é a consolidação da candidatura do senador nas pesquisas.
No início do ano, o nome de Flávio era tratado por adversários políticos com ceticismo. Hoje, diz Paulino, os levantamentos mostram crescimento consistente e competitividade frente ao presidente.
A repetição desse desempenho em institutos diferentes, com métodos distintos de coleta de dados, fortalece a leitura de que a candidatura se estabilizou.
O que explica o desempenho em São Paulo?
Uma pesquisa do instituto Real Time Big Data mostrou Flávio Bolsonaro com 38% das intenções de voto no estado de São Paulo, contra cerca de 34% de Lula — diferença dentro da margem de erro.
Segundo Paulino, o resultado não é necessariamente negativo para o presidente, porque o estado apresenta uma divisão política clara entre capital e interior.
Historicamente, a capital paulista tende a votar mais à esquerda, enquanto o interior mantém perfil mais conservador, o que explica o equilíbrio observado no levantamento.
Qual o papel de São Paulo na eleição?
O estado é considerado estratégico na disputa nacional.
Segundo a análise apresentada no programa, o governo aposta na eventual candidatura de Fernando Haddad ao governo paulista para fortalecer o palanque de Lula no estado e levar a disputa local ao segundo turno contra Tarcísio de Freitas.
Mesmo com vantagem de Tarcísio nas pesquisas, o objetivo seria ampliar o espaço de debate e exposição política durante a campanha.
Por que a terceira via continua sem força?
Os números mais recentes também mostram a dificuldade dos candidatos da chamada terceira via em romper a polarização.
Nomes como Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Eduardo Leite e Ratinho Júnior aparecem com intenções de voto que variam entre 4% e 7%.
Para Paulino, esse desempenho reflete um padrão que já se repete desde a eleição de 2018: a dificuldade de uma alternativa competitiva fora da disputa entre lulismo e bolsonarismo.
A polarização deve continuar?
A avaliação do analista é que, sem um fato político novo de grande impacto, a tendência é de manutenção do cenário atual.
Segundo ele, a eleição de 2018 consolidou um novo eixo político no país, substituindo o antigo embate entre PT e PSDB.
Desde então, o confronto dominante passou a ser entre lulismo e bolsonarismo — dinâmica que segue predominando no cenário eleitoral.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.





