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Um presente para a direita: o dado preocupante para Lula na nova pesquisa Quaest

Governo corre para reagir à pressão por resultados concretos em uma área que sempre se mostrou ponto sensível nas gestões petistas

Por Marcela Rahal Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO , José Benedito da Silva Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 12 nov 2025, 12h12 •
  • A segurança pública, tema historicamente desconfortável para o governo petista, voltou ao centro do debate político — e com impactos diretos na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo levantamento da Quaest citado pelo editor José Benedito da Silva, no programa Ponto de Vista, apresentado por Marcela Rahal, o índice de desaprovação entre eleitores independentes subiu de 48% para 52%, enquanto a aprovação caiu de 46% para 43%.

    “É um dado preocupante para o governo”, afirmou Benedito. “A sensação de que a segurança virou o grande problema do país só aumenta, e a resposta do Planalto tem sido tímida.”

    A segurança supera outros temas

    De acordo com José Benedito, a preocupação com a violência superou questões como economia, saúde e corrupção. “A percepção de que o país vive uma crise de segurança está escalando. E o governo ainda não tem nada de concreto para mostrar”, avaliou.

    O cenário foi agravado pela repercussão da megaoperação no Rio de Janeiro, que resultou em mais de 120 mortes e reacendeu o debate sobre o combate ao crime organizado. Enquanto a oposição reforçou um discurso de “tolerância zero”, o governo enfrentou críticas após o presidente Lula se referir à ação como uma “matança”, o que soou desconectado da opinião pública.

    “Pesquisas mostram que a população apoia as operações e acredita que traficante não é vítima. Foi um deslize do presidente que pegou muito mal”, analisou Benedito.

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    A disputa pelo protagonismo

    O governo tenta reagir com o projeto de lei antifacção, atualmente em tramitação na Câmara, e com a PEC da Segurança, que ainda não saiu do papel. Mas, segundo o editor, as iniciativas surgem “tardiamente” e ainda sem o peso político necessário.

    “O governo demorou demais para entrar nesse debate. Estamos no final do terceiro ano de mandato e não há nada palpável que a população possa associar a uma melhora da segurança”, afirmou. “As operações da PF são importantes, mas não bastam. Falta um programa que mostre resultados.”

    A situação se complica diante da habilidade da direita em lidar com o tema. “Governadores de centro-direita e potenciais presidenciáveis, como Tarcísio de Freitas e Romeu Zema, exploram o assunto com muito mais naturalidade. Eles têm experiência, discurso e legitimidade”, observou.

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    Um risco político para 2026

    Os dados indicam que, se nada mudar, a segurança pública pode se tornar o calcanhar de Aquiles da campanha lulista em 2026. Apenas 26% dos eleitores avaliam positivamente a atuação do governo na área, um índice considerado “muito baixo” por José Benedito.

    “O governo vai precisar inverter o discurso e mostrar resultados concretos. Caso contrário, a direita continuará dominando o tema e transformando a segurança no principal campo de desgaste de Lula”, concluiu o colunista.

    A tendência já se reflete nas pesquisas: a trajetória de alta na popularidade do presidente, observada até o meio do ano, estagnou — e começa a oscilar negativamente.

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