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Trump escolheu o caminho menos óbvio na Venezuela, aponta especialista

Alexandre Teixeira afirma que Estados Unidos priorizam previsibilidade política e interesses econômicos ao apoiar governo interino em Caracas

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 jan 2026, 19h00 •
  • A nova estratégia dos Estados Unidos para a Venezuela indica menos confronto ideológico e mais pragmatismo geopolítico. Após a operação que retirou Nicolás Maduro do centro do poder, Washington passou a negociar diretamente com a presidente interina Delcy Rodríguez, em um movimento que, segundo analistas, busca estabilizar o país sem desmontar completamente o regime (este texto é um resumo do vídeo acima).

    Em entrevista ao Ponto de Vista, apresentado por Laísa Dall’Agnol, o especialista em Direito Internacional Alexandre Teixeira afirma que a opção do presidente Donald Trump foi deliberada: remover o líder mais visível do chavismo sem criar um vácuo imprevisível de poder.

    O que mudou na estratégia americana após a saída de Maduro?

    Segundo Teixeira, o chamado “centro de gravidade” do regime venezuelano era Maduro — e não necessariamente toda a estrutura política que o sustentava. Ao neutralizá-lo, os Estados Unidos reduziram drasticamente a capacidade de reação do país, sem a necessidade de uma ruptura institucional completa.

    “O regime continua, mas agora é um regime previsível, amedrontado e sem capacidade real de resposta”, afirma.

    Esse cálculo explica por que Washington optou por dialogar com Delcy Rodríguez, figura influente no chavismo e considerada capaz de garantir alguma governabilidade interna sob vigilância externa.

    Por que Trump escolheu Delcy Rodríguez e não a oposição tradicional?

    A decisão de apoiar o governo interino surpreendeu setores da oposição venezuelana. Lideranças como María Corina Machado e Edmundo González eram vistas como herdeiras naturais do vácuo deixado por Maduro, mas foram descartadas publicamente por Trump.

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    “Os Estados Unidos não querem imprevisibilidade”, explica Teixeira. “Uma mudança total de regime traz riscos. O próximo líder pode não ser controlável.”

    Para Washington, a permanência de um núcleo conhecido do chavismo — agora enfraquecido e dependente — oferece mais segurança estratégica do que uma transição abrupta para forças oposicionistas heterogêneas.

    Há chance real de estabilização política na Venezuela?

    Na avaliação do especialista, sim. Desde a mudança de comando, já houve sinais concretos de distensão, como a libertação de presos políticos e de cidadãos americanos detidos no país. Esses gestos indicam que o novo governo atua sob forte pressão externa.

    “Tudo o que Delcy Rodríguez fizer terá de estar alinhado aos interesses americanos, mesmo que o discurso interno diga o contrário”, diz Teixeira.

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    Ele ressalta que, diante da superioridade militar, econômica e diplomática dos Estados Unidos, não há margem para enfrentamento direto.

    O fator econômico pesa mais que o humanitário?

    Embora haja um componente humanitário na retórica americana, Teixeira afirma que o eixo central da intervenção é econômico. A reaproximação com Caracas coincide com acordos envolvendo a exploração de petróleo venezuelano, anunciados pelo secretário de Estado Marco Rubio como parte de um plano de “pacificação em etapas”.

    “O viés principal é econômico. Os americanos não querem instabilidade em um país com reservas estratégicas de energia”, afirma.

    Esse pragmatismo, segundo ele, explica a opção por negociar com herdeiros do regime, em vez de apostar em uma reconstrução política incerta.

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    Qual o impacto regional e o papel do Brasil?

    A mudança de postura de Washington também ajuda a contextualizar declarações recentes do presidente Lula sobre a Venezuela. Para Teixeira, tanto Lula quanto Trump recorrem a discursos moldados por interesses eleitorais internos, ainda que suas ações práticas apontem para caminhos distintos.

    “No plano internacional, o que prevalece não é a narrativa, mas o interesse estratégico”, resume.

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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