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‘Temos que ter coragem de perder’, diz deputado federal de centro-direita

Parlamentar do PP afirma que bolsonarismo virou obstáculo à reconstrução do campo conservador

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 jan 2026, 09h00 •
  • A polarização entre lulismo e bolsonarismo, marcada por índices elevados de rejeição dos dois lados, tem sufocado o surgimento de uma direita que se apresente como alternativa democrática no país. Essa é a avaliação do deputado Fausto Pinato, que vê no atual cenário eleitoral um impasse estratégico para partidos de centro e centro-direita (este texto é um resumo do vídeo acima).

    Segundo Pinato, embora a rejeição a petistas e bolsonaristas seja semelhante, quem ocupa o Planalto tende a largar com vantagem. “Nós sabemos que quem tem a máquina na mão leva uma vantagem”, afirmou, ao ponderar que a direita deveria estar menos preocupada em ganhar a eleição a qualquer custo e mais focada em apresentar um projeto consistente de país.

    A direita precisa primeiro se reconciliar com a democracia?

    Na avaliação do deputado, sim. Pinato defende que o campo conservador reconheça erros cometidos nos últimos anos, especialmente em relação à condução da pandemia e aos ataques às instituições. “É preciso reconhecer o erro do bolsonarismo em relação à vacina e em relação ao atentado ao Estado Democrático de Direito”, disse, ao lembrar que esses episódios afastaram eleitores moderados.

    Para ele, a dificuldade maior está no fato de uma parcela relevante da sociedade ainda minimizar episódios como a tentativa de ruptura institucional. “Falta estudar história nesse país”, afirmou, ao criticar a naturalização de discursos autoritários que seguem presentes no debate público.

    Vale tudo para ganhar uma eleição?

    Pinato foi enfático ao rejeitar essa lógica. Para o parlamentar, a obsessão pela vitória imediata empobrece o debate e perpetua a polarização. “Temos que ter coragem de perder”, afirmou, ao defender uma candidatura que, mesmo sem chances reais de vitória, ajude a pacificar o país e a preparar o terreno político para 2030.

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    Segundo ele, muitos eleitores se sentem hoje encurralados, obrigados a escolher “o menos ruim” por medo de extremos. “Eu não queria votar no PT por medo do bolsonarismo, nem no bolsonarismo por medo de um atentado à democracia”, disse, resumindo o dilema vivido por parte do eleitorado.

    Existe um nome capaz de representar essa direita democrática?

    Na visão do deputado do PP, são poucos os nomes que conseguem se descolar do bolsonarismo. Pinato citou o governador do Paraná, Ratinho Junior, como um dos raros exemplos de liderança que não estaria totalmente refém dessa agenda. Ainda assim, reconhece que uma eventual candidatura poderia terminar em terceiro lugar.

    Para ele, o problema central não é a derrota eleitoral em si, mas a falta de disposição das lideranças de centro para assumir riscos. “Não se deixa nascer ninguém”, afirmou, ao criticar a ausência de coragem política para lançar uma terceira via que represente, segundo suas palavras, “a verdadeira maioria desse país”.

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Os Três Poderes (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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