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STF marca julgamento de Gleisi para a próxima terça-feira

Senadora e presidente do PT será a segunda política julgada pelo Supremo em quatro anos de Operação Lava Jato

Por Da Redação 12 jun 2018, 22h08

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para a próxima terça-feira, dia 19, o julgamento de uma ação penal contra a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e o marido, o ex-ministro Paulo Bernardo. Presidente nacional do PT, Gleisi é acusada de receber 1 milhão de reais do esquema da Petrobras para a sua campanha ao Senado em 2010.

A petista será a segunda política a ser julgada pelo Supremo nos quatro anos de investigação da Operação Lava Jato. O primeiro, o deputado Nelson Meurer (PP-PR), foi condenado a 13 anos e 9 meses de prisão, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

No que depender da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, a presidente do PT vai engrossar a lista: em manifestações finais na ação, a chefe do Ministério Público Federal pediu a condenação à prisão da petista e o pagamento de uma multa de 4 milhões de reais de indenização pelos danos.

A ação foi liberada para julgamento pelo revisor do processo, o ministro Celso de Mello, na última quinta-feira, 7. Além dele, votarão o futuro da senadora o relator, Edson Fachin, e os ministros Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Se for condenada, mas obtiver ao menos 2 dos 5 votos a seu favor, Gleisi poderá recorrer ao Plenário do Supremo.

  • Roteiro da propina

    No fim de outubro, VEJA revelou com exclusividade um vídeo produzido pela Polícia Federal em que, acompanhado por um investigador, o advogado Antônio Carlos Pieruccini percorreu as ruas de Curitiba para mostrar como fez chegar a Gleisi quatro pacotes de dinheiro derivados do esquema de subornos montado na Petrobras.

    No vídeo, o advogado, que era contratado por Alberto Youssef para entregar propina e fez delação premiada, vai com o agente aos locais onde fez as entregas, cada uma de 250.000 reais. Ele conta detalhes sobre o que conversava quando contava o dinheiro da senadora.

    O advogado da senadora, Rodrigo Mudrovitsch, diz que o delator mentiu com o único propósito de obter imunidade penal e que confia na absolvição de sua cliente.

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