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Reclusão de Alcolumbre pode protelar votação de indicação de Messias ao STF

Aliados de Lula temem que clima ruim entre Poderes possa adiar para depois das eleições a votação de nome de titular da AGU para a Corte

Por Marcelo Ribeiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 mar 2026, 15h30 • Atualizado em 23 mar 2026, 16h49
  • Apesar de o governo Lula ter recebido informações de senadores de que o clima entre o Senado e o Palácio do Planalto está melhorando, o distanciamento do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, faz com que membros do Executivo acreditem que a votação da indicação de Jorge Messias ao STF pode demorar ainda mais do que o previsto.

    Alguns mais pessimistas veem que isso pode ficar só para depois do pleito eleitoral – cenário que não é bem digerido por governistas. O grupo trabalha para viabilizar a votação o quanto antes.

    A leitura de interlocutores do presidente é que o amapaense está distante desde que Lula optou por escolher Messias para o Supremo, ignorando as articulações do chefe do Congresso pelo senador Rodrigo Pacheco. Desde então, ensaiam uma reaproximação, que ainda não ocorreu.

    Para eles, Alcolumbre ficou ainda mais recluso diante das investigações envolvendo o Banco Master e para tentar se esquivar da pressão pela instalação de uma CPMI que apure os escândalos do banco de Daniel Vorcaro.

    Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que apenas uma conversa entre o petista e Alcolumbre destravaria a análise do nome do titular da AGU para a Corte. O encontro entre os dois, porém, ainda não aconteceu e não há expectativa de que saia do papel nos próximos dias.

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    Chegaram a conversar no início do mês, mas nenhuma reunião foi marcada. Isso fez com que tanto membros do Executivo quanto fontes próximas de Alcolumbre passassem a apostar em uma protelação “a perder de vista” da votação da indicação de Messias.

    Diante da fase ruim na relação entre os Poderes, Lula ainda segura o envio da mensagem presidencial ao Congresso que formaliza a indicação do advogado-geral da União ao STF.

    Normalmente, essa mensagem teria sido enviada dias depois de o presidente ter tornado pública a sua decisão, o que aconteceu em 20 de novembro do ano passado.

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    Quando decidiu segurar o despacho, o petista considerou que o ambiente político estava desfavorável e que os senadores poderiam impor uma derrota ao Planalto.

    Agora, ele aguarda esse “cara a cara” com Alcolumbre para sentir o terreno e ganhar confiança. Só depois disso, a mensagem, enfim, será encaminhada ao Legislativo.

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