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Recado a Trump: Lula defende que outros países nunca mais ousem ‘falar grosso’ com o Brasil

Presidente quer “doutrina” para a América Latina ser um “continente independente”; fala ocorre dias depois de anúncio de operações da CIA na Venezuela

Por Felipe Erlich Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 out 2025, 15h54 •
  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandou um duro recado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sem citá-lo diretamente, neste sábado, 18. “Nunca mais um presidente de outro país ouse falar grosso com o Brasil”, disse o petista durante um encontro com alunos de cursinhos populares, em São Bernardo do Campo (SP). A fala de Lula ocorre em meio à imposição de tarifas e sanções dos Estados Unidos contra o Brasil e a subsequente negociação entre os dois países. Lula disse que quer construir uma “doutrina” com alunos e professores para que a América do Latina seja um “continente independente”. Lula foi ovacionado pelos estudantes presentes no evento.

    Ao anunciar o tarifaço de até 50% contra produtos brasileiros, em julho, Trump condicionou a retaliação comercial à anulação do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, entre outras reivindicações do campo político bolsonarista. Bolsonaro, contudo, foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, em setembro.

    A fala de Lula sobre uma América Latina “independente” ocorre poucos dias depois dos Estados Unidos anunciarem operações secretas da CIA, a agência de inteligência americana, na Venezuela. O país de Trump, que atua em oposição à ditadura de Nicolás Maduro, diz que quer combater o tráfico de drogas na região.

    Durante a última Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro, Trump disse que houve “química” entre ele e Lula. Dias depois, o canal de negociação com os Estados Unidos ficou mais aberto à diplomacia brasileira. O ministro das Relações Exteriores brasileiro, Mauro Vieira, se reuniu com Marco Rubio, que ocupa cargo equivalente no governo americano, na quinta-feira, 16. O governo do Brasil tenta convencer os Estados Unidos a revogar o tarifaço imposto contra exportações ao país, cujas alíquotas chegam a 50% a depender do produto.

    Durante o evento com estudantes neste sábado, Lula anunciou a ampliação da Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP). O ministro da da Educação, Camilo Santana, e o da Fazenda, Fernando Haddad — que comandou a pasta entre 2005 e 2012 — também estavam presentes.

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