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Reação de Michelle Bolsonaro a Ciro Gomes vai além da disputa política interna

No programa Ponto de Vista, cientista político vê defesa emocional do ex-presidente como motivação central do discurso da ex-primeira-dama

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 dez 2025, 12h20 • Atualizado em 3 dez 2025, 18h20
  • A reação pública de Michelle Bolsonaro à articulação entre o PL e aliados de Ciro Gomes no Ceará abriu mais um capítulo nas tensões internas do campo bolsonarista. Em discurso, a ex-primeira-dama criticou duramente a aproximação com o ex-governador cearense, lembrando as ofensas já dirigidas por ele à família Bolsonaro e afirmando que “não dá” para selar acordos com quem chama o ex-presidente de ladrão. O assunto foi tema do programa Ponto de Vista, apresentado por Marcela Rahal (este texto resume o vídeo acima).

    Para o cientista político Cristiano Noronha, porém, a manifestação de Michelle deve ser lida menos como uma disputa interna e mais como um gesto de lealdade ao marido. “Foi muito mais uma defesa do Bolsonaro do que uma discordância sobre o candidato escolhido”, avaliou.

    A fala de Michelle muda o jogo?

    Noronha pondera que a crítica pública, apesar de ruidosa, tem origem emocional, não estratégica. Segundo ele, Michelle reagiu às ofensas históricas de Ciro Gomes e não necessariamente ao arranjo eleitoral no Ceará.

    “Ela está muito mais preocupada com as críticas feitas no passado do que com o nome apoiado ali pelo ex-presidente”, afirmou. O cientista político ressaltou que a lembrança dessas declarações — nas quais Ciro comparou Bolsonaro a “ladrão de galinhas” — acionou o tom duro da ex-primeira-dama.

    Ainda assim, o gesto expôs, mais uma vez, o ambiente sensível da direita. Horas após a repercussão, Valdemar Costa Neto convocou uma reunião emergencial para tentar conter o desgaste.

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    Como Bolsonaro enxerga o acordo

    O próprio Bolsonaro, diz Noronha, demonstra agir de forma pragmática ao selar alianças mesmo com antigos adversários. “Isso mostra uma cobrança histórica que se faz sobre o ex-presidente: a do pragmatismo. Ele está passando por cima dessas críticas porque considera o acordo eleitoralmente interessante.”

    O cientista político destaca que o ex-presidente tenta construir palanques competitivos para 2026 e que, nessa lógica, alianças improváveis podem se tornar necessárias.

    O que pesa mais: pragmatismo ou unidade?

    A leitura de Noronha é clara: alianças controversas fazem parte do jogo político, mas brigas internas abertas são o ponto mais preocupante para a direita.

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    “A política é cheia de contradições”, disse. “Aliados brigam hoje e se acertam amanhã — e o contrário. O problema não é definir o candidato mais tarde, e sim as desavenças que vão se acumulando.”

    Michelle, por sua vez, continua sendo uma das figuras de maior influência entre mulheres e evangélicos — segmentos decisivos no eleitorado bolsonarista. Por isso, qualquer ruído envolvendo seu nome tende a provocar impacto imediato no ambiente político, especialmente diante da indefinição da oposição para 2026.

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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