Quem é o assessor do governo Trump que Bolsonaro pediu a Moraes para receber na Papudinha
Ex-presidente solicitou ao STF autorização para encontro na prisão com Darren Beattie, responsável por formular políticas dos EUA em relação ao Brasil
O ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao Supremo Tribunal Federal autorização para receber, na prisão, um integrante do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O encontro envolve o assessor americano Darren Beattie e será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes.
Beattie foi nomeado recentemente como assessor sênior para política em relação ao Brasil no Departamento de Estado dos Estados Unidos. O cargo envolve propor e supervisionar as políticas e ações de Washington voltadas a Brasília.
No pedido enviado ao STF, a defesa do ex-presidente solicitou autorização excepcional para que a visita ocorra fora do calendário regular da unidade onde ele está preso. As visitas costumam acontecer apenas às quartas-feiras e aos sábados, mas os advogados pediram que o encontro seja autorizado no dia 16 de março, uma segunda-feira, ou no dia 17, uma terça-feira, alegando restrições na agenda do assessor americano.
Caso seja autorizada, a reunião ocorrerá no 19º Batalhão de Polícia Militar, em Brasília, a Papudinha, onde Bolsonaro está preso desde janeiro. O pedido ainda aguarda decisão de Moraes.
Quem é Darren Beattie?
Crítico do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da atuação de Moraes no processo sobre a trama golpista, Beattie já classificou o ministro do Supremo como o “principal arquiteto da censura e perseguição a Bolsonaro”. No site do Departamento de Estado, o assessor é descrito como “um defensor da promoção ativa da liberdade de expressão como ferramenta diplomática”.
A viagem de Beattie ao Brasil deve ocorrer na próxima semana. Ele deve participar em São Paulo, no dia 18, de um evento sobre minerais raros.
Quais polêmicas cercam o assessor?
Beattie já esteve no centro de um incidente diplomático com o Brasil. Em 2025, criticou publicamente, em uma postagem na rede X, a atuação de Moraes no processo contra Bolsonaro e aliados. O Itamaraty convocou o principal diplomata dos Estados Unidos em Brasília para prestar esclarecimentos sobre os comentários.
Beattie também acumula episódios controversos. Durante o primeiro mandato de Trump, ele trabalhou como redator de discursos da Casa Branca, mas foi demitido em 2018 após discursar em um evento frequentado por nacionalistas brancos.
Mais recentemente, durante a campanha presidencial de 2024 nos Estados Unidos, sugeriu que a comunidade de inteligência americana poderia estar por trás de tentativas de assassinar Trump. O assessor também foi acusado de racismo e sexismo após afirmar nas redes sociais que “homens brancos competentes devem estar no comando se você quiser que as coisas funcionem”.
Qual é a trajetória acadêmica e profissional de Beattie?
Antes de assumir o cargo no Departamento de Estado, Beattie atuou no setor privado como empreendedor de mídia e estrategista político. Ex-acadêmico, lecionou teoria política na Universidade Duke e na Universidade Humboldt de Berlim. Tem graduação em matemática pela Universidade de Chicago e doutorado em teoria política pela Universidade Duke, onde escreveu uma tese sobre ‘matemática e a estrutura da modernidade’.
VEJA+IA: Este conteúdo foi produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.





