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PT ‘traumatizou’ Minas Gerais, diz Romeu Zema

Governador vê vantagem da direita em 2026 e aposta em Mateus Simões para manter Minas fora do palanque de Lula

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 jan 2026, 18h01 •
  • O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, traça um diagnóstico duro sobre o cenário político do estado às vésperas das eleições de 2026. Em entrevista ao programa Ponto de Vista, Zema afirmou que o presidente Lula enfrenta enormes dificuldades para montar um palanque competitivo no segundo maior colégio eleitoral do país (este texto é um resumo do vídeo acima).

    “Quem se apresenta como candidato do PT em Minas praticamente assina um atestado de óbito eleitoral”, afirmou o governador, ao comentar o ambiente político no estado.

    Por que Minas segue decisiva em qualquer eleição presidencial?

    Com mais de 16 milhões de eleitores, Minas Gerais ocupa um papel central nas disputas nacionais. A máxima segundo a qual “quem não ganha em Minas não ganha o Brasil” segue viva nos bastidores de Brasília — e, segundo Zema, o cenário atual favorece claramente a oposição ao governo federal.

    “O PT é muito fraco no estado. Tentou forçar uma candidatura, não conseguiu. Não tem nome competitivo”, disse, ao lembrar a dificuldade do partido em construir uma alternativa local.

    O que explica a rejeição ao PT no estado?

    Zema atribui o desgaste petista à gestão do ex-governador Fernando Pimentel, entre 2015 e 2018. Segundo ele, o período deixou marcas profundas na memória do eleitor mineiro.

    “O governo atrasou salários, deixou 240 mil servidores com nome no SPC e no Serasa porque descontou consignados e não repassou aos bancos. Isso traumatizou Minas”, afirmou.

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    O governador também ironizou o fato de Lula evitar aparições públicas ao lado de Pimentel em suas visitas ao estado. “É curioso: o grande expoente do PT mineiro nunca aparece com o presidente. Parece coisa da União Soviética dos anos 1920”, disse.

    Quem será o candidato da direita em Minas?

    Sem poder disputar a reeleição, Zema confirmou que apoiará seu vice-governador, Mateus Simões, como candidato à sucessão estadual. Segundo ele, a estratégia passa por dar visibilidade ao vice a partir do momento em que ele assumir o comando do estado.

    “Daqui a 70 ou 80 dias, o Mateus assume o governo e terá a oportunidade de se mostrar. Isso já aconteceu em Minas e em outros estados: vice só ganha projeção quando senta na cadeira”, disse.

    A direita entra unida na disputa mineira?

    Zema avalia que Minas tende a repetir, no plano estadual, o mesmo desenho observado no debate nacional: múltiplos nomes de centro e direita disputando espaço, enquanto a esquerda aparece enfraquecida.

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    “Aqui em Minas ninguém quer carregar a sigla do PT. Na última eleição, o partido nem lançou candidato próprio”, lembrou.

    Para o governador, esse cenário cria uma vantagem estrutural para o campo político que ele representa, tanto na disputa pelo Palácio Tiradentes quanto na composição dos palanques presidenciais.

    O impacto de Minas na eleição de 2026

    Ao pintar um quadro de fragilidade do governo federal no estado, Zema sinaliza que Minas pode novamente ser decisiva para barrar os planos de reeleição de Lula. Sem um candidato competitivo ao governo estadual e sem um palanque sólido, o PT corre o risco de repetir derrotas recentes em território mineiro.

    “Estamos confiantes”, resumiu o governador. “Minas já mostrou que sabe reagir quando governos incompetentes passam por aqui.”

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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