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PT, PSB e PDT aparam arestas e consolidam aliança pela reeleição de Lula

Encontro dos presidentes nacionais das siglas em Brasília nesta quarta-feira fortaleceu parceria

Por Pedro Jordão Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 mar 2026, 17h49 • Atualizado em 18 mar 2026, 18h51
  • Os presidentes nacionais do PT, Edinho Silva; PSB, João Campos; e do PDT, Carlos Lupi, se reuniram em Brasília nesta quarta-feira, 18, para resolver suas diferenças e consolidar a aliança de esquerda em prol da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Durante o encontro, foi acertado, por exemplo, que a ex-deputada federal Marília Arraes (PDT-PE), prima de João Campos e que já foi sua opositora eleitoral em 2020, disputará uma vaga ao Senado na chapa dele ao governo de Pernambuco, ao lado do senador Humberto Costa (PT-PE), que tentará a reeleição para a Câmara Alta do Congresso Nacional. A situação era uma das arestas que ainda precisavam ser aparadas entre as três siglas, já que Lupi chegou a dizer que o PDT poderia apoiar a principal rival de Campos em seu estado, a governadora Raquel Lyra (PSD).

    “Excelente conversa entre os presidentes Edinho, João Campos e Carlos Lupi na construção de uma estratégia nacional, que compreende a importância dos arranjos estaduais para o fortalecimento do projeto de reeleição do presidente Lula”, escreveu João Campos em uma publicação compartilhada com os outros dois líderes nas redes sociais.

    Atualmente, o PSB e o PDT formam as principais bases de centro-esquerda de Lula, junto ao PT. O PSB já estava nesta posição desde a eleição de 2022 e se consolida como sigla de apoio para possíveis candidaturas em diversos estados. Já o PDT foi se aproximando durante o mandato, acentuadamente do meio do ano passado até agora, quando acordos foram tratados para os estados de Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais, onde o PDT tem candidaturas prioritárias, além de Pernambuco.

    No Rio Grande do Sul, Lupi negocia o apoio do PT para a candidatura ao governo do estado de Juliana Brizola (PDT). A ideia é que ela encabece a chapa, com vice do PT — preferencialmente do ex-deputado estadual Edegar Pretto –, e candidatos ao Senado do PT, Paulo Pimenta, e do PSOL, Manuela D’Ávila. Brizola aparece como segunda colocada nas pesquisas de intenção de voto, enquanto Pretto aparece em terceiro. O primeiro colocado é o deputado federal bolsonarista Luciano Zucco (PL). Com exceção da vice, o acordo ainda não foi cravado.

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    O Paraná tem a situação mais organizada, com o PT na base do deputado estadual Requião Filho (PDT), que acredita que irá ao segundo turno contra o senador Sergio Moro — em vias de se filiar ao PL.

    E em Minas Gerais há a pré-candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), que foi oferecida a Lula como opção de palanque caso o petista não conseguisse convencer o senador Rodrigo Pacheco (PSD) a ser seu nome no estado.

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