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Previsão de chuva intensa só em março preocupa Alckmin

Volume de água armazenada no Sistema Cantareira caiu a 19,4% nesta terça-feira; estudo em mãos do governo prevê estiagem por mais 1 mês, diz jornal

Por Da Redação 11 fev 2014, 09h43

O resultado de um estudo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) preocupa o governo de São Paulo, de acordo com reportagem desta terça-feira do jornal Folha de S. Paulo. Isso porque o relatório aponta que somente em março haverá chuvas volumosas na região do Sistema Cantareira, que abastece mais de 9 milhões de pessoas na Grande São Paulo. O estudo foi produzido a pedido do governo do Estado e entregue também à Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Com os reservatórios no nível mais baixo desde 1974, a situação no Cantareira fica cada dia mais preocupante: nesta terça, o nível no sistema chegou a 19,4%, segundo a Sabesp.

Embora o governo não admita, por ora, a possibilidade de racionamento, cidades no interior e na Grande São Paulo já adotaram a medida por ordem das prefeituras. No Palácio dos Bandeirantes, a ordem é promover a campanha de redução do consumo. Para incentivar a economia de água, a Sabesp anunciou que vai conceder um desconto de 30% na conta de água para quem reduzir o consumo. O benefício será oferecido apenas às pessoas que tiverem uma diminuição do gasto de pelo menos 20% em relação à média do ano anterior. O incentivo valerá para as contas dos meses de referência de fevereiro a agosto deste ano – essas faturas chegarão aos consumidores entre março e setembro

Ainda assim, auxiliares do governador afirmaram à Folha que há um cenário de “alto risco”. As chuvas precisariam atingir represas na divisa de São Paulo com Minas Gerais para tirar os reservatórios da situação crítica em que se encontram. Mesmo com o período chuvoso que está por vir no final de fevereiro, intensificando-se em março, o Sistema Cantareira deve continuar em situação crítica em abril – início do período de seca.

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O governo e a Sabesp decidiram adotar, oficialmente, um discurso otimista ao afirmar que as chuvas deste e do próximo mês serão suficientes para amenizar os riscos de desabastecimento. Ainda assim, as autoridades não deixam de adotar medidas para evitar a escassez de água caso fevereiro não atinja o volume de chuva esperado.

Fazer chover – A Sabesp contratou, na semana passada, uma empresa para fazer chover em reservatórios do Sistema Cantareira. Após cinco tentativas, porém, foram registradas apenas duas precipitações – insuficientes para elevar o nível dos reservatórios do sistema. No mês passado foi registrado o pior índice em 84 anos: 87,8 milímetros, ante uma média histórica de 260 milímetros.

Atualmente, as quatro represas do Sistema Cantareira operam abaixo de 20% da capacidade total e meteorologistas estimam chuva acumulada por volta de 500mm até abril. A temporada de seca deve começar com reservatórios beirando entre 35% e 40% de capacidade.

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