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Presidente da CPMI explica por que quebra de sigilo de Lulinha ‘é importante’

Carlos Viana afirma que filho de Lula foi citado em investigação e que comissão precisa de dados “até para dizer se ele é inocente ou não”

Por Marcela Rahal Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 mar 2026, 13h00 • Atualizado em 3 mar 2026, 18h39
  • O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, afirmou que a quebra de sigilo do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é “importante” para esclarecer suspeitas levantadas no âmbito da investigação sobre desvios bilionários de recursos de aposentados. Em entrevista ao programa Ponto de Vista, de VEJA, ele disse que a comissão precisa de dados “até para dizer se ele é inocente ou não”.

    A sessão que aprovou o requerimento para quebra de sigilo de Lulinha terminou em confusão, com a base governista alegando fraude na contagem de votos. Viana rebateu as acusações e afirmou que a votação ocorreu “com muita transparência” e que a contagem foi feita duas vezes. “Eu reafirmo e não mudo uma vírgula do que eu fiz naquele dia”, declarou.

    Segundo o senador, sete parlamentares se levantaram no momento da votação, número insuficiente para barrar o requerimento. Ele acusou o governo de tentar “abafar a CPMI” e impedir o avanço das investigações, adotando uma estratégia de “tudo ou nada” para evitar a análise de requerimentos considerados sensíveis.

    Em relação a Lulinha, Viana afirmou que ele foi citado por uma testemunha. “Vamos citar claramente o filho do presidente Lula, porque era importante a quebra do sigilo”, disse. De acordo com o senador, há menção ao recebimento de uma suposta mesada de R$ 300 mil , informação que, segundo ele, estaria sob apuração da Polícia Federal.

    O presidente da comissão ressaltou que não faz juízo prévio sobre eventual envolvimento. “O que eu, como presidente, não posso fazer é juízo, absolutamente, dizer que ele tem envolvimento. Nós precisamos de dados”, afirmou. Ele reforçou que a quebra de sigilo bancário e fiscal é necessária justamente para esclarecer os fatos.

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    Viana também afirmou que o relatório final trará “todos os detalhes comprovados nas quebras de sigilo e nas oitivas”. Segundo ele, há 11 pessoas presas, pedidos de prisão contra 20 investigados e cerca de R$ 3,5 bilhões apreendidos em conjunto com a Polícia Federal e decisões do Supremo Tribunal Federal.

    Apesar das disputas, Viana afirmou que a CPMI seguirá com “tecnicidade e transparência” e que não permitirá que o colegiado se transforme em palanque eleitoral. “Nós não vamos destruir a reputação de ninguém”, disse. Para ele, a população já tem dimensão do escândalo e espera que o relatório final ofereça respostas completas sobre os responsáveis pelo desvio de recursos do INSS.

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