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Por que ministro de Lula ficou ‘aliviado’ com decisão de Tarcísio

Silvio Costa Filho avalia que saída do governador paulista da disputa presidencial esvazia centro, consolida polarização e facilita estratégia do governo

Por Redação VEJA 26 fev 2026, 19h00 •
  • O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, admitiu ter ficado “aliviado” com a decisão do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, de não disputar a Presidência da República e buscar a reeleição no estado (este texto é um resumo do vídeo acima).

    A declaração foi feita no programa Ponto de Vista, apresentado por Marcela Rahal, em meio ao avanço do senador Flávio Bolsonaro nas pesquisas e ao debate sobre o esvaziamento das candidaturas de centro.

    Para o ministro, a consolidação do cenário tende a reforçar a polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o candidato do bolsonarismo — ao mesmo tempo em que reduz o espaço para alternativas intermediárias.

    A desistência de Tarcísio muda o jogo?

    Costa Filho foi direto: “Confesso que fiquei um pouco aliviado com essa decisão”.

    Segundo ele, uma candidatura presidencial de Tarcísio criaria um cenário mais complexo para partidos que hoje integram a base governista, mas que mantêm diálogo com setores do centro-direita.

    Na avaliação do ministro, o governador tomou a “decisão correta”. Reeleito em São Paulo, Tarcísio sairia politicamente fortalecido para voos futuros — enquanto a disputa nacional seguiria concentrada entre Lula e o bolsonarismo.

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    O crescimento de Flávio é ameaça real ao governo?

    O ministro minimizou o avanço do senador nas pesquisas. Para ele, o crescimento ocorreu “em cima dos candidatos de centro”, e não por perda direta de votos de Lula.

    “O crescimento que o candidato Flávio Bolsonaro teve foi em cima dos candidatos de centro”, afirmou.

    Na leitura de Costa Filho, nomes como Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado, Eduardo Leite e Romeu Zema enfrentam dificuldades para romper a barreira da polarização.

    “Qualquer candidato de centro terá no máximo 5% dos votos”, projetou.

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    O centro morreu?

    A fala do ministro sugere uma eleição novamente binária. O esvaziamento do centro, segundo ele, explica o empate técnico registrado por alguns levantamentos entre Lula e Flávio Bolsonaro.

    Nesse raciocínio, o governo não teria perdido força estrutural; o que houve foi migração interna no campo oposicionista.

    Ainda assim, Costa Filho reconheceu que o presidente precisará conquistar o eleitor “pêndulo” — o segmento que oscila entre os polos.

    Como o governo pretende seduzir o eleitor de centro?

    O ministro afirmou que o presidente está “focado no governo” e que o enfrentamento eleitoral deve ganhar intensidade apenas a partir de abril.

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    Enquanto isso, a estratégia passa por articulação institucional. Costa Filho citou diálogo com o presidente da Câmara, Hugo Motta, e com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para garantir governabilidade e aprovar pautas econômicas.

    Segundo ele, a agenda de desenvolvimento e estabilidade será o principal ativo da campanha.

    O Republicanos seguirá com Lula?

    Pré-candidato ao Senado por Pernambuco, Costa Filho afirmou que trabalhará para que o Republicanos apoie a reeleição de Lula e contribua para a governabilidade no Congresso.

    O partido, presidido por Marcos Pereira, tem perfil heterogêneo e vota com independência em temas sensíveis — o que o coloca como peça-chave no jogo de alianças.

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    “Não darei um passo sem combinar o roteiro com o presidente Marcos Pereira”, afirmou o ministro.

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

     

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