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PL anuncia filha de Clezão como pré-candidata a deputada federal por Goiás

Luiza Cunha afirmou que vai transformar sua dor em uma causa para mudar o Brasil; empresário foi preso e condenado por tentativa de golpe de estado

Por Pedro Jordão Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 19 mar 2026, 10h31 • Atualizado em 19 mar 2026, 11h15
  • O líder do Partido Liberal na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), anunciou na noite desta quarta-feira, 18, que a filha do empresário Cleriston Pereira da Cunha (o Clezão), Luiza Cunha, chamada de Luiza do Clezão, será candidata a deputada federal pelo partido em outubro deste ano.

    “Estou ao lado do nosso senador Wilder Morais, de Goiás, e da Luiza do Clezão — todos vocês sabem da história do Clezão, preso do 8 de Janeiro que morreu no cárcere, sem autorização para ir para casa, como já havia dado ordem à Procuradoria-Geral da República. A Luiza do Clezão está aqui, hoje, para se filiar, na próxima semana, para ser nossa pré-candidata a deputada federal pelo estado de Goiás, ao lado do nosso futuro governador de Goiás, pré-candidato a governador Wilder de Morais”, anunciou Cavalcante.

    O líder do PL ainda fez uma reflexão sobre a história de Clezão, afirmando que ela será transformada em um propósito de transformar o Brasil. “As histórias que doem, mas que se transformam em força e propósito para mudar o nosso país. Goiás tem futuro, e esse futuro passa por coragem, fé e compromisso com a verdade. Seguimos juntos, trabalhando por dias melhores e por um Brasil que respeite o seu povo”, escreveu Cavalcante na legenda de um vídeo publicado nas redes sociais (veja abaixo).

    “Da minha dor estou transformando numa causa. Estou aqui com o meu futuro governador de Goiás e com o líder do PL. Nós vamos continuar lutando pelo nosso país”, complementou Luiza.

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    Clezão foi um empresário baiano preso e condenado por tentativa de golpe de Estado por suas ações em Brasília no dia 8 de janeiro de 2023, quando a Praça dos Três Poderes foi invadida e vandalizada por manifestantes bolsonaristas. Ele morreu aos 46 anos no dia 20 de novembro de 2023, enquanto ainda estava preso no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.

    Desde sua morte, ele se tornou um dos símbolos do bolsonarismo para criticar o Supremo Tribunal Federal (STF) e as condenações pelos atos golpistas. Assim como Debora do Batom, também condenada no mesmo caso, ele passou a ser citado pelos parlamentares como referência de uma necessidade de revisão das prisões.

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