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PF indicia Eike Batista, Cabral e mais 10 pessoas

O ex-bilionário e o ex-governador do Rio estão presos no complexo de Gericinó, na Zona Oeste da capital; Eike presta depoimento nesta quarta-feira

Por Da redação - Atualizado em 8 fev 2017, 13h13 - Publicado em 8 fev 2017, 12h40

O empresário Eike Batista foi indiciado pela Polícia Federal (PF) pelo crime de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e pertencimento a organização criminosa. Ele está preso desde o dia 30 de janeiro em decorrência da Operação Eficiência, desdobramento da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro.

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB) também foi indiciado pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e pertencimento a organização criminosa. Cabral já havia sido indiciado em dezembro em inquérito da Operação Calicute. Ambos estão presos no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.

Outras dez pessoas também foram indiciadas, entre elas o irmão do ex-governador, Maurício Cabral, por lavagem de dinheiro e pertencimento a organização criminosa, e a ex-mulher, Susana Neves Cabral, apenas por lavagem de dinheiro.

Eike chegou às 9h20 desta quarta-feira à Superintendência da Polícia Federal no Rio para prestar depoimento. Ele é suspeito de ter pago 16,5 milhões de dólares em propina para ter benefícios em seus negócios.

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Os demais indiciados são:

Wilson Carlos Carvalho, ex-assessor de Cabral

Carlos Emanuel Miranda, emissário encarregado de recolher propina de Cabral

Luiz Carlos Bezerra, ex-assessor de Cabral; Sérgio de Castro Oliveira

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Álvaro Novis, doleiro

Thiago de Aragão Pereira e Silva, advogado

Francisco de Assis Neto, o Kiko, operador de propina

Flavio Godinho, vice-presidente do Flamengo e ex-braço direito de Eike Batista

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Sérgio de Castro Oliveira, suspeito de ser operador de propina

(Com Estadão Conteúdo)

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