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Pesquisa testa Haddad contra Eduardo Bolsonaro na disputa pelo Senado em SP: ‘Tudo em dúvida’

Queda do filho de Bolsonaro abre guerra por vaga; indefinição também atinge campo governista, como analisa José Benedito da Silva no Ponto de Vista

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 dez 2025, 08h53 •
  • A eleição para o Senado em São Paulo, sempre estratégica por envolver o maior colégio eleitoral do país, ganhou novos contornos desde que o senador Flávio Bolsonaro foi lançado como pré-candidato da direita para 2026. A movimentação colocou holofotes sobre outro tabuleiro: as duas vagas ao Senado que estarão em disputa no estado — ambas sem incumbentes competitivos tentando a reeleição. O tema foi debatido no programa Ponto de Vista, com apresentação de Laísa Dall’Agnol (este texto resume o vídeo acima).

    O editor José Benedito da Silva analisou os números mais recentes do Paraná Pesquisas e o impacto das mudanças no bolsonarismo. Segundo o levantamento, o ministro Fernando Haddad (PT) aparece com pouco mais de 40% das intenções de voto, seguido pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL), com 30,7%, hoje exilado nos Estados Unidos e sem previsão de retorno ao país — fato que já leva aliados a considerar sua candidatura “fora de cena”.

    O que muda sem Eduardo Bolsonaro?

    A ausência do deputado, campeão de votos nas últimas duas eleições, reorganiza completamente a disputa.

    Até poucas semanas, avalia Benedito, a direita trabalhava com a possibilidade real de conquistar as duas cadeiras, com Eduardo Bolsonaro e o ex-secretário de Segurança Guilherme Derrite — este com mais de 20% na pesquisa.

    Agora, porém, o cenário virou um “campo aberto”:

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    “O declínio político do Eduardo Bolsonaro coloca tudo em dúvida. Ele próprio escolheu uma estratégia de risco e pode ter inviabilizado seu futuro imediato”, afirma o editor.

    Com sua saída, surgem outros nomes no PL e no entorno bolsonarista: Ricardo Salles, Marco Feliciano e até figuras ainda não testadas. A definição pode levar meses.

    A esquerda pode voltar a ter um senador?

    Historicamente, trata-se de uma missão árdua. O último senador eleito pelo campo progressista em São Paulo foi Eduardo Suplicy. Mesmo assim, com a direita fragmentada, uma brecha se abre.

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    Além de Haddad, cotado caso deixe o Ministério da Fazenda, outros nomes circulam no entorno do governo Lula:

    Marina Silva (Rede), bem votada como deputada federal por São Paulo;

    Simone Tebet (MDB), que poderia transferir o domicílio eleitoral para o estado.

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    “O cobertor governista é curto”, resume Benedito. A articulação dependerá de como Lula reorganizará seu ministério e de quem será escolhido para sustentar o palanque federal.

    Uma eleição estratégica — e imprevisível

    Com 54 cadeiras em disputa no país, a eleição para o Senado de 2026 deve redesenhar forças no Congresso. Em São Paulo, a disputa tende a ser “voto a voto”, diz o editor, porque: não há favoritos claros, não está definida a chapa da direita, e o governo ainda não resolveu quem será seu rosto no estado.

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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