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Pesquisa revela o ‘teto’ de Flávio Bolsonaro e amplia as dúvidas na direita, diz cientista político

Levantamento da Quaest mostra rejeição elevada e reforça a percepção de que a polarização pode favorecer Lula em 2026

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 jan 2026, 14h52 • Atualizado em 15 jan 2026, 14h52
  • A primeira grande pesquisa eleitoral de 2026 trouxe um retrato incômodo para a direita brasileira. Embora tenha registrado leve crescimento nas intenções de voto, o senador Flávio Bolsonaro aparece como o nome mais viável do campo conservador — e, ao mesmo tempo, como o mais rejeitado entre os principais concorrentes (este texto é um resumo do vídeo acima).

    Para o cientista político Elias Tavares, entrevistado no programa Ponto de Vista, o dado central do levantamento não está apenas na liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas na constatação de que os dois polos da disputa já parecem ter atingido seus limites eleitorais.

    A pesquisa mostra crescimento, mas também um teto?

    Segundo Tavares, sim. A leitura dos cenários indica que tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro operam próximos de seus tetos eleitorais. O presidente oscila em torno dos 40%, sem conseguir romper a barreira da maioria absoluta. Já Flávio enfrenta um problema estrutural mais grave: sua rejeição transforma qualquer avanço pontual em um limite difícil de ultrapassar.

    “Essa rejeição transforma o potencial eleitoral do Flávio muito provavelmente no teto dele”, afirma o analista.

    Por que Flávio Bolsonaro virou o ‘candidato ideal’ para Lula?

    Na avaliação do cientista político, se a direita decidir concentrar forças exclusivamente em Flávio Bolsonaro, estará entregando ao presidente um adversário confortável para o segundo turno.

    “Se for a candidatura do Flávio, ela acaba sendo o candidato dos sonhos do Lula”, resume Tavares.

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    Existe espaço para uma guinada de Flávio Bolsonaro?

    Em tese, sim. Na prática, o tempo joga contra. Tavares lembra que Jair Bolsonaro conseguiu reduzir sua rejeição em 2022, mas o fez a partir da máquina do Planalto e das vantagens do cargo. Flávio, como candidato de oposição, não dispõe dos mesmos instrumentos.

    Além disso, qualquer tentativa de moderação exigiria abandonar a lógica do bolsonarismo raiz — justamente a base que hoje sustenta sua candidatura.

    O Centrão aceita um nome radical?

    A resistência já é pública. Lideranças de partidos estratégicos do Centrão têm sinalizado desconforto com um discurso mais ideológico e pouco agregador. O presidente do Progressistas, Ciro Nogueira, deixou claro que só cogita apoiar Flávio caso ele adote uma postura de pacificação e ampliação de alianças.

    Até agora, esse movimento não aconteceu.

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    Tarcísio surge como alternativa silenciosa?

    A pesquisa também reforça um dado recorrente: o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, aparece com rejeição menor e desempenho competitivo em cenários de segundo turno contra Lula.

    Para Elias Tavares, a grande incógnita dos próximos meses será saber se os partidos vão pressionar Tarcísio a entrar na disputa presidencial como forma de bloquear a consolidação de Flávio Bolsonaro.

    “A grande questão será justamente essa: Tarcísio ou não Tarcísio”, afirma.

    O que a pesquisa revela sobre 2026?

    Mais do que intenções de voto, o levantamento escancara um impasse estratégico. A polarização segue dominante, a terceira via continua frágil e a direita ainda não decidiu se prefere um candidato fiel à sua base ou um nome capaz de vencer a eleição.

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    Enquanto isso, Lula observa o tabuleiro com a vantagem de quem conhece bem o adversário.

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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