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Pesquisa mostra teto eleitoral de Lula e o motivo da força inicial de Flávio Bolsonaro

Levantamento aponta estabilidade do presidente e transferência automática de votos no campo bolsonarista

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 fev 2026, 11h00 •
  • No programa Os Três Poderes desta sexta, 30, apresentado por Ricardo Ferraz, os números mais recentes do Paraná Pesquisas para a eleição presidencial de 2026 foram analisados a partir de diferentes cenários de primeiro e segundo turno (este texto é um resumo de trechos do vídeo acima).

    No levantamento estimulado, Lula aparece na liderança do primeiro turno com 39,8% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 33,1%. Na sequência surgem nomes como Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos e Aldo Rebelo, que juntos somam cerca de 14% a 15% do eleitorado.

    O que muda quando Tarcísio entra no cenário?

    Quando o nome de Tarcísio de Freitas é incluído na cédula, o presidente Lula aparece com 40,7% das intenções de voto, enquanto o governador de São Paulo marca 27,5% — cerca de seis pontos percentuais abaixo do desempenho de Flávio Bolsonaro no mesmo recorte.

    Os dados indicam que, no primeiro turno, o senador herda uma fatia maior do eleitorado do que outros nomes da direita quando aparece como principal adversário do petista.

    Como ficam as simulações de segundo turno?

    Nas simulações de segundo turno, os cenários mostram disputas apertadas. Contra Flávio Bolsonaro, Lula registra 44,8%, enquanto o senador aparece com 42,2% — resultado dentro da margem de erro e caracterizado como empate técnico.

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    Em um eventual segundo turno entre Lula e Tarcísio de Freitas, os números também permanecem tecnicamente empatados: 43,9% para o presidente e 42,5% para o governador. Já contra Ratinho Júnior, Lula venceria fora da margem de erro, com 44,7% contra 38,9%.

    Por que Flávio larga na frente dentro da direita?

    Ao comentar os dados, o colunista Mauro Paulino destacou a força inicial do senador. Segundo ele, o sobrenome Bolsonaro promove uma “transferência quase automática” de votos do ex-presidente para o filho, um fenômeno raro em disputas eleitorais brasileiras.

    Na avaliação do colunista, independentemente do nome que represente a direita no segundo turno, a tendência é de polarização direta entre Lula e um candidato bolsonarista.

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    Existe espaço para a direita moderada crescer?

    Paulino observou que os nomes identificados como direita moderada — como Caiado, Zema e Ratinho Júnior — somam hoje algo entre 12% e 13% das intenções de voto. Esse eleitorado, segundo ele, tende a migrar quase integralmente para o candidato bolsonarista em um eventual segundo turno.

    Lula chegou ao limite de crescimento?

    Outro ponto ressaltado por Paulino é a estabilidade do presidente. De acordo com ele, Lula apresenta consistência tanto na intenção de voto quanto na avaliação de governo. Isso cria um cenário duplo: é difícil que o presidente perca apoio de forma abrupta, mas também é difícil que amplie significativamente seu eleitorado.

    Para romper esse “teto”, afirmou o colunista, o governo precisaria transformar indicadores positivos da economia — como o crescimento do PIB — em uma percepção concreta de melhora no dia a dia da população.

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Os Três Poderes (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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