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Pesquisa revela os eleitores que devem definir a briga entre Flávio e Lula

Analistas veem decisão nos detalhes, com fatores externos exercendo forte influência no resultado

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 mar 2026, 12h48 • Atualizado em 11 mar 2026, 18h29
  • Uma nova pesquisa do instituto Idea reforça a tendência que vem aparecendo em diferentes levantamentos eleitorais: a disputa presidencial de 2026 tende a ser extremamente equilibrada. No cenário de segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece numericamente à frente do senador Flávio Bolsonaro, mas dentro da margem de erro (este texto é um resumo do vídeo acima).

    Segundo os números citados no programa Ponto de Vista, apresentado por Marcela Rahal, Lula tem 47,4%, contra 45,3% de Flávio Bolsonaro — diferença de pouco mais de dois pontos percentuais, caracterizando empate técnico.

    Para analistas políticos, o levantamento reforça um quadro que vem se consolidando nas últimas semanas: uma eleição polarizada, com pouca margem para grandes mudanças até o início oficial da campanha.

    O que mostra a nova pesquisa eleitoral?

    De acordo com os dados apresentados no programa, a diferença entre os dois principais nomes da disputa diminuiu em relação à rodada anterior da pesquisa.

    No levantamento anterior, realizado em fevereiro, Lula aparecia com 45,8%, contra 41,1% de Flávio Bolsonaro — uma distância de cerca de quatro pontos.

    Agora, embora ambos tenham crescido, o avanço proporcional do senador reduziu a diferença para pouco mais de dois pontos.

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    O levantamento também simulou um cenário entre Lula e o governador Ratinho Júnior. Nesse caso, o presidente aparece com 46,5%, contra 40,7% do possível candidato do PSD.

    Por que a disputa tende a ser tão apertada?

    Para o colunista Mauro Paulino, os números indicam que o cenário eleitoral já está relativamente consolidado.

    Segundo ele, as pesquisas mostram que a distância entre os dois principais candidatos é pequena e tende a permanecer assim até o início da campanha.

    Paulino destaca ainda que ambos possuem taxas de rejeição próximas de 50%, o que reduz o espaço para crescimento expressivo de qualquer lado.

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    Onde a eleição pode ser decidida?

    De acordo com Paulino, eventuais mudanças devem ocorrer entre eleitores menos engajados politicamente, especialmente aqueles que se identificam com o centro do espectro político.

    Além disso, fatores externos podem influenciar a disputa, como o desempenho da economia, as preocupações com segurança pública e saúde e os desdobramentos de investigações que ocupam o noticiário político.

    Entre esses temas, escândalos envolvendo corrupção também entram no radar dos eleitores, embora o analista avalie que eles tendem a produzir mudanças mais limitadas no comportamento do eleitorado.

    Os escândalos políticos podem alterar o cenário?

    O debate público recente tem sido marcado pelo avanço das investigações relacionadas ao Banco Master, tema que aparece com frequência no noticiário político.

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    Para Paulino, a corrupção continua sendo uma preocupação relevante para os brasileiros e pode influenciar parte do eleitorado.

    Ainda assim, ele avalia que o impacto desses episódios dificilmente será suficiente para provocar uma mudança radical no quadro eleitoral.

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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