Penas impostas pelo STF a réus do 8 de janeiro totalizam 40 séculos de prisão
Levantamento mostra que Corte condenou 806 pessoas que participaram dos ataques golpistas realizados em 2023 em Brasília
Um balanço divulgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) mostrou que a Corte condenou um total de 806 pessoas pela participação na invasão e da depredação de prédios públicos na Praça dos Três Poderes no dia 8 de janeiro de 2023, além de outras 29 apontadas como líderes e organizadores da baderna que teria como objetivo criar as condições para um golpe de Estado.
Somadas, as penas aplicadas a todos os réus da trama golpista ultrapassam os 4.000 anos de prisão.
Apontado líder da organização criminosa, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão. Ele foi acusado por cinco crimes: golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. O capitão está preso há 50 dias numa sala-cela da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília.
O ex-presidente integra a relação dos 29 condenados que, segundo a Procuradoria-Geral da República, compunham os quatro núcleos responsáveis por organizar e colocar em prática uma tentativa de sublevação. Exatamente por isso, o grupo recebeu as punições mais severas. — a maior das penas, aliás, foi a aplicada justamente a Jair Bolsonaro, apontado como líder da trama.
Depois do ex-presidente, a segunda maior punição coube ao general Mário Fernandes, autor de um plano que tinha como objetivo assassinar Lula, presidente recém-eleito, Geraldo Alckmin, vice do petista, e o ministro do STF Alexandre de Moraes, relator dos processos sobre a tentativa de golpe na Corte. O militar foi condenado a 26 anos e seis meses de prisão.
Segundo o levantamento do STF, a Corte realizou, entre setembro e dezembro do ano passado, um total de 21 julgamentos para analisar a participação dos integrantes desses quatro núcleos da conspirata golpista.
Dos 29 réus, 25 receberam condenações integrais, dois condenações parciais e outros dois acabaram absolvidos das imputações. As penas variaram de 14 a 27 anos de prisão.





