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Pacheco aguarda acordos de Lula com MDB ou União para definir o seu futuro partido

Senador deve disputar governo de Minas Gerais em outubro por uma frente ampla e abrir palanque para o petista no estado

Por Pedro Jordão Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 mar 2026, 10h09 • Atualizado em 3 mar 2026, 10h52
  • O senador e ex-presidente do Congresso Nacional Rodrigo Pacheco (PSD-MG) aguarda o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fechar um acordo nacional com o MDB ou com o União Brasil para decidir para qual dos dois partidos irá e, consequentemente, por qual legenda disputará as eleições em 2026. Ele é incentivado pelo petista a disputar o governo de Minas Gerais com o apoio do lulismo e da esquerda.

    O parlamentar está de malas prontas para deixar o PSD, após o partido comandado por Gilberto Kassab ter filiado o vice-governador, Mateus Simões, que apoia Romeu Zema (Novo) para a Presidência da República e disputará o governo mineiro. Pessoas ligadas ao senador dizem que a presença dele ficou inviável no PSD porque o partido foi entregue àqueles que defendem pautas com as quais Pacheco jamais poderia comungar, como ataques à democracia e aos Poderes da República e até negacionismo científico.

    Pacheco teria confirmado a Lula que vai disputar o governo de Minas Gerais em outubro em uma frente ampla de partidos e abrindo palanque presidencial para o petismo, segundo VEJA ouviu de fontes ligadas aos presidentes de partido Edinho Silva (PT) e Carlos Lupi (PDT). Apesar disso, os discursos oficiais de Pacheco e Edinho são de que o martelo ainda não foi batido e que as negociações seguem em andamento.

    No último final de semana, Lula levou Pacheco com ele em viagem à cidade de Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, onde as chuvas deixaram 65 mortos nos últimos dias.

    Estratégia eleitoral

    Para a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), principal liderança petista de Minas e que disputará o Senado na provável chapa encabeçada por Pacheco, o que o senador está fazendo é uma estratégia eleitoral, com o objetivo de desorganizar a oposição e se manter em evidência política nos debates que são travados até abril.

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    Após acordo firmado com Lula, Pacheco teria segurança de se filiar ao MDB ou ao União com a certeza de que a legenda escolhida não apoiaria Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ou Zema na disputa presidencial. Além disso, como critério para se candidatar ao governo mineiro, Pacheco procura máxima viabilidade eleitoral, estando em uma legenda forte e com apoios de partidos de espectros políticos variados, da direita à esquerda.

    Rodrigo Pacheco é próximo das lideranças do MDB e do União Brasil em Minas Gerais e já foi filiado aos dois partidos antes de ir para o PSD. No entanto, a leitura atual é de que ambos dialogam tanto com Lula quanto com o bolsonarismo, e o senador espera um apoio nacional a Lula da legenda em que se filiar.

    Flerte com o MDB inclui vaga de vice de Lula

    A possibilidade de o MDB indicar o provável novo vice de Tarcísio de Freitas (Republicanos), no governo de São Paulo, é um dos maiores empecilhos no momento. O União Brasil tem situação semelhante e já fechou um acordo para dar apoio a Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro.

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    A maior possibilidade de viabilizar tudo seria que o candidato a vice na chapa de Lula viesse do MDB, mas tal acordo teria de passar pela aceitação de Geraldo Alckmin (PSB) e de João Campos (PSB), responsáveis pela maior aliança governista: PT-PSB.

    As negociações precisarão ocorrer em pouco mais de um mês, visto que o prazo máximo para trocas de partido para quem vai disputar a eleição é até 4 de abril. É esperado que Lula se envolva diretamente nas negociações, bem como os ministros do MDB, Renan Filho (Transportes), Simone Tebet (Planejamento) e Jader Filho (Cidades). O presidente do Senado, aliado de primeira hora de Pacheco, Davi Alcolumbre (União-AP), também deve se mover no tabuleiro, de forma a agilizar as articulações para a candidatura do amigo.

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