Os planos eleitorais do bolsonarismo para delegado que comandou operação contra o CV no Rio
Felipe Curi foi liderou a operação mais letal da história do Rio, realizada no ano passado, no Complexo do Alemão, contra o Comando Vermelho
Levantamentos feitos pelo diretório fluminense do PL, partido de Jair Bolsonaro, apontam que o secretário de Polícia Civil do Rio, Felipe Curi, pode ter até 200.000 votos nas eleições deste ano, caso tope se candidatar a deputado federal. Isso faria dele um puxador de votos, com peso até mesmo para ser lançado ao Senado nas eleições deste ano.
Curi foi um dos responsáveis pela operação mais letal da história do Rio, realizada no ano passado, no Complexo do Alemão, contra o Comando Vermelho, e já tem proposta do partido de Jair Bolsonaro para se lançar às urnas.
Até o momento, ele segue sem se comprometer com nenhum partido e sem confirmar filiação a qualquer legenda. A data limite para a decisão é o dia 1° de abril, quando deve estar filiado a alguma legenda, caso queira ser candidato.
Para que se tenha ideia, o patamar de 200.000 votos foi alcançado apenas pelos dois recordistas de votos à Câmara, na última eleição: Daniela do Waguinho, que teve 213.706, e General Pazuello, que alcançou 205.324.
Parte do PL defende que ele seja lançado ao Senado, em uma dobradinha com o governador Cláudio Castro, o que reforçaria a pauta da segurança pública. Outra ala do partido insiste para que a vaga ao Senado deixada aberta por Flavio Bolsonaro seja preenchida por um nome da política, capaz de ampliar os palanques no interior do estado e na Baixada Fluminense.
Para esses bolsonaristas, uma dobradinha com o prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, seria o ideal.





