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Oito anos depois, a inversão de papéis entre Lula e Bolsonaro

Preso por tentativa de golpe, ex-presidente adota métodos usados pelo petista quando ele cumpria pena após condenação na Lava Jato

Por Ricardo Chapola Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 mar 2026, 10h36 •
  • Desde que passou a cumprir a pena de mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado no Complexo da Papudinha, em Brasília, o ex-presidente Jair Bolsonaro escreve cartas para passar orientações ao PL e aos seus aliados sobre as eleições de outubro.

    O método que vem sendo adotado pelo ex-presidente é similar ao que Lula, hoje seu adversário, usou em 2018 quando estava preso em Curitiba, acusado de corrupção.

    Da Papudinha, Bolsonaro escolheu o filho, senador Flávio Bolsonaro, como candidato do PL ao Planalto, coordena a estratégia eleitoral do partido, define os candidatos ao Senado que farão parte da aliança de direita e arbitra os impasses políticos que surgem.

    Em 2018, Lula também coordenou a estratégia eleitoral do PT na disputa daquele ano. Assim como Bolsonaro tem feito hoje, o petista escolheu o candidato a presidente da época, Fernando Haddad, organizou alianças e os palanques estaduais, sacrificou correligionários por conveniências políticas e deu palpites até mesmo nas propagandas veiculadas naquele período.

    Hoje, quem está atrás das grades é Jair Bolsonaro. Ele tem recebido visitas semanais de políticos e familiares e, por meio deles, tem dado ordens e enviado recados. Eventualmente, para não deixar dúvidas, escreve cartas e dá orientações sobre a forma como elas devem ou não ser divulgadas.

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    Recentemente, o ex-presidente escreveu uma carta para acabar com um litígio político em Mato Grosso do Sul. Lá, há uma disputa intestina  no PL pela vaga de candidato ao Senado.

    Bolsonaro decidiu a questão em uma carta entregue à Michelle Bolsonaro.

    “Adianto que, pelo seu caráter, honra e dedicação enquanto deputado federal, o meu candidato será Marcos Pollon”, decidiu Bolsonaro . O texto foi divulgado nas redes sociais da ex-primeira-dama.

    Na carta, o ex-presidente também acrescentou que, em breve, divulgará a lista completa de todos os nomes escolhidos para concorrer ao Senado em 2026.

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