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Ofensiva de João Campos em MG abre nova perspectiva de palanque para Lula

Presidente nacional do PSB, prefeito do Recife vai a Belo Horizonte nesta terça-feira, 3

Por Pedro Jordão Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 fev 2026, 16h19 • Atualizado em 2 fev 2026, 16h40
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    O presidente nacional do PSB, o prefeito João Campos, viaja a Belo Horizonte, capital mineira, nesta terça-feira, 3, para cumprir uma agenda partidária que pode abrir uma nova perspectiva de palanque no estado para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Campos vai a Minas Gerais para participar do evento de filiação de uma chapa de deputados federais ao PSB. O maior objetivo de sua viagem, no entanto, será uma reunião que terá nos bastidores com o presidente da Assembleia Legislativa do estado, deputado Tadeu Leite (MDB), conhecido como Tadeuzinho. A ideia de Campos é convencer o emedebista a se filiar ao PSB para encabeçar a chapa lulista na disputa pelo governo estadual.

     

    O campo governista em Minas Gerais enfrenta problemas há meses para definir quem disputará o comando do Palácio da Liberdade e abrirá palanque para a reeleição do presidente Lula.

    Inicialmente, o PT tinha como plano único a possibilidade de candidatura do senador e ex-presidente do Congresso Nacional Rodrigo Pacheco (PSD-MG), no entanto, com essa ideia cada vez mais distante de se concretizar, o PT cogita apoiar Tadeuzinho ou o ex-prefeito da capital Alexandre Kalil (PDT-MG). Nenhuma das novas alternativas, no entanto, seria fácil, como VEJA mostrou em reportagem.

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    No caso de Kalil, ainda há rusgas entre ele e Lula já que, após perder a eleição para o governo em 2022, o mineiro teria se sentido injustiçado por receber pouco apoio do presidente. Já Tadeuzinho não contaria com o apoio do MDB local para se lançar numa candidatura lulista, porque o partido é próximo de políticos antipetistas no estado.

    A estratégia de filiação ao PSB para viabilizar candidaturas não ocorre apenas em Minas Gerais, mas em outros estados estratégicos, como São Paulo e Alagoas — a exemplo do que foi feito pelo próprio vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), que deixou o PSDB para poder se juntar a Lula em 2022.

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