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O recado de Mendonça que escancarou o mal-estar no STF

Falas do ministro e reações internas colocam discussão, mais uma vez, a imagem institucional do Supremo

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 mar 2026, 13h21 •
  • O Supremo Tribunal Federal (STF) vive um momento de tensão interna exposta, com trocas de recados públicos entre ministros e questionamentos sobre a atuação da Corte no caso do Banco Master. No programa Ponto de Vista, apresentado por Marcela Rahal, o colunista Mauro Paulino analisou o que chamou de “paradoxo do STF”: uma instituição que demonstrou força em julgamentos recentes, mas que agora enfrenta desgaste diante de suspeitas envolvendo seus próprios integrantes (este texto é um resumo do vídeo acima).

    O episódio mais recente teve como pano de fundo o voto do ministro Gilmar Mendes no julgamento que manteve a prisão do banqueiro investigado, acompanhado de críticas à atuação da Polícia Federal e sinais indiretos dirigidos ao relator do caso, André Mendonça. Em resposta, Mendonça fez um discurso público que foi interpretado como um recado a colegas da Corte.

    O que André Mendonça quis dizer com seu discurso?

    Sem citar nomes, o ministro defendeu uma atuação técnica e afastada de protagonismo.

    “O papel do bom juiz não é ser estrela”, afirmou.

    Ao enfatizar que decisões devem ser tomadas “pelos motivos certos”, Mendonça indicou preocupação com critérios que vão além da legalidade formal, em meio a um ambiente politizado.

    Por que o STF vive um clima de tensão interna?

    Segundo Paulino, a polarização política do país chegou ao tribunal.

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    “O que é o certo pode ser um para uma ala e outro para outra ala.”

    Nesse cenário, ministros que atuam em casos sensíveis acabam no centro do embate político, o que intensifica divergências internas.

    O que está em jogo para André Mendonça?

    Relator de processos relevantes e também integrante do Tribunal Superior Eleitoral, Mendonça ganha protagonismo em ano eleitoral.

    Paulino destaca que isso exige equilíbrio redobrado.

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    “Ele fica no centro desses embates. Vai precisar ter muito equilíbrio.”

    O que é o “paradoxo do STF”?

    O conceito apresentado por Paulino resume o momento atual da Corte.

    De um lado, o STF teve atuação considerada firme em julgamentos anteriores, como os relacionados aos atos extremistas e à tentativa de golpe. De outro, enfrenta agora questionamentos sobre sua própria conduta.

    “As respostas não são convincentes. Mostram uma tentativa de proteger os ministros.”

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    Por que o caso Banco Master agrava a crise?

    O escândalo amplia o desgaste institucional ao envolver possíveis conexões com integrantes do Judiciário.

    Segundo Paulino, isso compromete a imagem da Corte como um todo: “Essas atitudes individuais acabam contaminando a imagem do Supremo como instituição.”

    A imagem do STF está em risco?

    A diferença entre a postura firme em julgamentos passados e as respostas atuais gera desconfiança.

    “As respostas contrastam com a altivez do Supremo em momentos anteriores”, afirma.

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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