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O que esperar de Nunes Marques como presidente do TSE durante as eleições de 2026

Transição no comando da Justiça Eleitoral ocorre em meio a desafios com desinformação, inteligência artificial e infraestrutura das urnas

Por Redação
27 jan 2026, 22h06 •
  • A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, alertou nesta terça-feira, 27, para os riscos da desinformação e do uso da inteligência artificial. A ministra, no entanto, deixará o cargo no meio do ano e, em seu lugar, entrará o ministro Nunes Marques, que será o responsável por conduzir todo o processo eleitoral. Segundo análise exibida no programa Ponto de Vista, de VEJA, a expectativa é de mudanças de ênfase, sobretudo na forma como o tribunal lidará com fake news e liberdade de expressão (este texto é um resumo de trechos do vídeo acima).

    Nesta terça, Cármen Lúcia afirmou que a inteligência artificial amplia o desafio para a Justiça Eleitoral ao permitir a circulação de conteúdos falsos com aparência de veracidade. O colunista Robson Bonin, de Radar, avaliou que a atual presidente do TSE dá início a um trabalho que será necessariamente coletivo e que terá continuidade sob Nunes Marques. Segundo ele, o tribunal enfrenta não apenas o desafio da desinformação, mas também questões operacionais, como garantir que as urnas cheguem aos locais de votação e funcionem adequadamente no dia da eleição.

    Ao assumir o TSE, Nunes Marques, que foi indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, deverá imprimir uma visão distinta sobre o controle do conteúdo divulgado durante as campanhas. De acordo com Bonin, o ministro tende a marcar posições mais firmes em defesa da liberdade de expressão, partindo do entendimento de que nem tudo deve ser proibido ou rigidamente controlado pela Justiça Eleitoral.

    Qual a principal preocupação do TSE nas eleições de 2026?

    Apesar do debate sobre fake news, a principal preocupação interna do TSE, segundo o colunista, não está ligada diretamente à desinformação, mas à infraestrutura eleitoral. A corte se prepara para uma eleição com grande número de urnas eletrônicas antigas, o que exige uma complexa logística de redistribuição de equipamentos para reduzir o risco de falhas nos grandes centros de votação.

    Essa combinação de desafios técnicos e institucionais deve marcar o início da gestão de Nunes Marques no TSE. Como ressaltaram os comentaristas no Ponto de Vista, caberá ao novo presidente equilibrar a defesa da liberdade de expressão, o combate ao uso criminoso das tecnologias e a garantia do funcionamento do sistema eleitoral.

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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