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O que as pesquisas mostram sobre o potencial pouco explorado de Michelle Bolsonaro

Diretor da Atlas Intel diz que ex-primeira-dama tem carisma mais próximo de Jair Bolsonaro e atrativo decisivo entre evangélicos

Por Marcela Rahal Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 fev 2026, 20h00 • Atualizado em 19 fev 2026, 08h24
  • Em meio à consolidação da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro, um outro nome da família continua no tabuleiro eleitoral com força própria: Michelle Bolsonaro. Em entrevista ao programa Ponto de Vista, de VEJA, o diretor de risco político da AtlasIntel, Yuri Sanches, afirmou que o desempenho da ex-primeira-dama nos cenários de segundo turno revela um potencial ainda pouco explorado pela direita.

    Nos números apresentados, Michelle aparece com 45% contra 49% de Lula — desempenho idêntico ao de Flávio e de Tarcísio de Freitas. Mas, para Sanches, o diferencial não está apenas nos percentuais. “Quem tem mais carisma, especialmente entre os evangélicos, que é uma parte fundamental para o bolsonarismo ser competitivo, é a Michelle”, afirmou. E foi além: “Michelle hoje teria uma capacidade de convencimento e de carisma mais próximo de Jair Bolsonaro do que Flávio”.

    O dado é relevante porque, segundo o especialista em eleições e opinião pública Mauro Paulino, a eleição de 2026 tende a ser marcada novamente pelo fator carisma — elemento central na disputa de 2022 entre Jair Bolsonaro e Lula. A dúvida, segundo ele, é “o quanto isso vai fazer falta a Flávio”, que não possui o mesmo magnetismo do pai.

    Para Sanches, o teto eleitoral da direita dependerá justamente dessa equação entre transferência de votos e rejeição. De acordo com a Atlas, Flávio já aparece próximo de 35% no primeiro turno com teto estimado abaixo de 40%. “O desafio vai depender do quanto ele vai conseguir desconstruir a rejeição vinculada ao sobrenome”, explicou.

    Nesse contexto, Michelle surge como variável estratégica. Seu capital simbólico junto ao eleitorado evangélico — segmento decisivo nas últimas eleições — pode representar mais do que um nome alternativo: pode ser a peça capaz de reduzir a rejeição e ampliar o alcance do bolsonarismo além da base ideológica mais fiel.

    Enquanto Lula mantém um patamar estável de 49% nos cenários de segundo turno — sinal de um teto consolidado, segundo a Atlas —, a direita ainda calibra sua aposta. Se o sobrenome Bolsonaro garante transferência de votos, é o carisma que pode definir a diferença na reta final.

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