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O projeto que fez Damares elogiar a união da direita com a esquerda

Senadora trabalhou aliada à deputada Tabata Amaral em comissão especial mista que discutiu como aprimorar a licença-maternidade

Por Pedro Jordão Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 5 mar 2026, 18h01 • Atualizado em 5 mar 2026, 19h13
  • A senadora bolsonarista Damares Alves (PL-DF) ressaltou a união necessária entre parlamentares de direita e de esquerda para que fosse possível aprovar o aumento da licença-paternidade no Senado nesta quarta-feira, 4. Ela destacou sua parceria com a deputada de centro-esquerda Tabata Amaral (PSB-SP) no grupo que discutiu o tema. A nova regra prevê aumento de cinco dias, como é atualmente, para vinte dias até 2028, com elevação paulatina nos próximos anos.

    “Minha deputada Tabata, isso nos uniu. Isso uniu direita e esquerda. Ninguém entendia como eu e Tabata estávamos juntas nessa história toda. Tem uma frente parlamentar mista, ela é a presidente, eu sou a vice”, disse Damares em discurso no parlamento após a aprovação do projeto de lei, olhando diretamente para Amaral, que sorriu e consentiu como resposta.

    “Eu tenho um projeto de lei aqui [no Senado, sobre o mesmo tema], que a gente estava debatendo. O meu está guardado [agora], porque a gente ia conseguir aprovar esse [atual] na Câmara. Nós estamos avançando”, completou Damares em mais um sinal de respeito à oponente em outras temáticas políticas.

    A senadora, que foi chefe do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos durante o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022), já defendeu pautas sobre o uso adequado de cores para crianças, com cor-de-rosa para meninas e azul para meninos. No entanto, nos últimos quatro anos, se aproximou de posicionamentos menos conservadores ao defender, por exemplo, cotas para mulheres trans e travestis por sentir uma “identificação muito grande” com essas pessoas.

    “É muito fácil você conseguir um emprego para um [homem] gay, para uma [mulher] lésbica, para um trisal (sic). Mas a travesti, pelo jeito exuberante dela, você não encontra travesti em um banco, trabalhando. Você não encontra travesti em lojas. Elas são diferentes, elas são extremamente alegres, trabalhadoras. Elas saem de casa praticamente na adolescência. O que sobra? Salão de beleza ou vai ser profissional do sexo”, declarou a senadora em julho de 2025 ao defender sua posição.

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    Apesar das últimas posições, Damares se define como conservadora, centrando-se nos discursos de defesa da família, antiaborto e contra a chamada ideologia de gênero.

    O texto que amplia a licença-paternidade foi aprovado no Senado de maneira simbólica — sem o registro nominal de votos. Ele foi relatado pela senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA) e terá um aumento gradual: dez dias nos dois primeiros anos após a vigência da lei; quinze dias no terceiro ano; e vinte dias a partir do quarto ano.

    Além disso, o projeto permite que os pais dividam o período da licença, podendo tirar 50% após o nascimento do bebê ou adoção e o restante em até 180 dias depois. Nos casos em que a mãe morrer após o nascimento do bebê, os pais passarão a ter direito ao período da licença-maternidade, de 120 dias. A remuneração para os pais deve continuar integral no período. O custo, hoje, é bancado pelas empresas contratantes, passa a ser pago pela Previdência Social.

    O projeto segue, agora, para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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