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O projeto de poder de Renan Filho: de chefe do Senado a presidente em 2030

Atual ministro dos Transportes, primogênito do clã Calheiros trabalha, como primeira opção, para se cacifar como virtual vice de Lula em 2026

Por Laryssa Borges Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 fev 2024, 14h31

Nas costuras para a formação do terceiro mandato do presidente Lula, o ex-governador Renan Filho (MDB) foi um dos primeiros nomes escolhidos pelo partido, que no segundo turno integrou a coalizão de legendas criada para fazer frente a Jair Bolsonaro, para compor o primeiro escalão do petista. De olho em uma pasta com força política que, nas últimas eleições, serviu de trampolim para o neófito Tarcísio de Freitas (Republicanos) ser eleito governador de São Paulo, Renan contabiliza que seu desempenho como atual ministro dos Transportes será peça fundamental no projeto de poder que se impôs para os próximos anos.

Ex-governador, ex-prefeito e ex-deputado federal, o primogênito do senador Renan Calheiros tem uma lista de aspirações políticas que passa, por exemplo, por chegar à Presidência do Senado, ser eventualmente escolhido como candidato a vice na chapa de Lula à reeleição e, no médio prazo, ele próprio conseguir se viabilizar para disputar a Presidência da República em 2030.

A interlocutores, Renan Filho afirma que, no mundo ideal, deveria partir do próprio MDB a sugestão para que ele seja o companheiro de chapa do petista na próxima corrida eleitoral.  O partido tem outros dois pretendentes ao mesmo posto: o governador do Pará Helder Barbalho e a ministra Simone Tebet, do Planejamento.

Pensando à frente, o atual ministro dos Transportes cogita investir na carreira parlamentar e disputar nos próximos anos a Presidência do Senado, posto que o cacifaria, dizem aliados, a almejar o ponto alto da carreira: apresentar-se como nome do centro democrático ao Palácio do Planalto na primeira eleição sem Lula.

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Jovem e experimentado como gestor, Renan Filho ainda assim deverá ter um caminho congestionado por múltiplos presidenciáveis que hoje orbitam o governo, com os ministros da Fazenda Fernando Haddad, da Casa Civil Rui Costa e da Educação Camilo Santana, além da presidente do PT Gleisi Hoffmann.

Desafeto declarado do atual presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira, o clã Calheiros tem uma terceira opção para o atual chefe dos Transportes: voltar a se candidatar ao governo de Alagoas, estado que já comandou por dois mandatos. Essa alternativa, no entanto, só sairia do papel se a reeleição do patriarca dos Calheiros, que disputará o quinto mandato seguido no Senado em 2026, estiver em risco por concorrentes como o atual prefeito de Maceió João Henrique Caldas, conhecido como JHC, ou pelo próprio Lira.

A dobradinha pai e filho em 2026, dizem aliados, teria o condão de desestimular as pretensões dos concorrentes, ainda que o sacrifício signifique, na prática, adiar o sonho do ministro dos Transportes de se tornar presidente.

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