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O papel de deputada no esquema de crimes contra aposentados do INSS

Investigação avança sobre núcleo político do esquema

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 mar 2026, 12h48 • Atualizado em 17 mar 2026, 16h51
  • A nova ofensiva da Polícia Federal contra fraudes no INSS atingiu mais uma parte do núcleo político do esquema bilionário de descontos ilegais em aposentadorias (este texto é um resumo do vídeo acima).

    Deflagrada nesta terça, 17, a Operação Indébito — desdobramento da investigação conhecida como Sem Desconto — cumpre mandados de busca e prisão e tem como um dos alvos a deputada federal Gorete Pereira, do MDB.

    Por decisão do ministro André Mendonça, a parlamentar não foi presa, mas terá de usar tornozeleira eletrônica. A medida foi tomada apesar do pedido de prisão preventiva feito pela Procuradoria-Geral da República.

    Como funcionava o esquema contra aposentados?

    Segundo as investigações, o grupo atuava por meio de descontos associativos não autorizados aplicados diretamente nos benefícios de aposentados e pensionistas.

    Na prática, valores pequenos — entre 45 e 60 reais — eram debitados mensalmente sem consentimento, simulando filiação a entidades.

    O problema: o modelo operava em larga escala.

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    “Era um desvio em escala industrial”, afirmou o colunista Robson Bonin, de Radar.

    De acordo com a Polícia Federal, mais de 5 milhões de beneficiários podem ter sido atingidos no grande esquema do INSS, com prejuízo estimado superior a 6 bilhões de reais entre 2020 e 2025.

    Qual seria o papel da deputada no esquema?

    As investigações apontam que Gorete teria atuado como elo político do grupo criminoso.

    Segundo Bonin, a parlamentar teria recebido propina para dar sustentação institucional ao esquema.

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    “Ela funcionava como um braço político desse grupo”, disse.

    A atuação envolveria a articulação com entidades que operavam os descontos e com operadores financeiros responsáveis pelo desvio.

    Por que ela não foi presa?

    Apesar da gravidade das acusações, o ministro Mendonça optou por uma medida cautelar mais branda.

    A decisão de impor tornozeleira eletrônica, em vez de prisão, levou em conta o impacto institucional de uma medida mais dura contra uma parlamentar em exercício.

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    Bonin criticou o padrão observado em casos semelhantes.

    “O crime costuma compensar para quem tem mandato parlamentar no país”, afirmou.

    A investigação chegou ao núcleo político?

    Para os investigadores, o avanço sobre agentes públicos era esperado diante da dimensão do esquema.

    “Ninguém rouba tanto dinheiro de aposentados sem que políticos tenham permitido que isso acontecesse”, disse Bonin.

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    A nova fase da operação indica que a Polícia Federal busca consolidar provas do envolvimento de autoridades no caso.

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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