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O outro dado decisivo da pesquisa Quaest, além da redução da distância entre Lula e Flávio

Pesquisa mostra redução da vantagem do presidente e, ainda mais preocupante para Lula, um 'teto' incômodo para o petista

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 12 fev 2026, 12h49 •
  • A nova rodada da pesquisa Genial/Quaest expôs um cenário que já vinha sendo desenhado nos bastidores da política: a vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro diminuiu de forma consistente nos últimos meses — e a disputa caminha para uma polarização quase simétrica. Mas uma informação parece ainda mais relevante, segundo análise dos colunistas: o ‘teto’ de Lula. (este texto é um resumo do vídeo acima).

    No programa Ponto de Vista desta quinta, 12, apresentado por Marcela Rahal, o cientista político Mauro Paulino analisou os números e apontou dois fenômenos centrais: a estabilidade de Lula em um patamar alto e a transferência “inédita” de votos de Jair Bolsonaro para o filho.

    Lula estacionou no teto?

    No primeiro turno, Lula aparece com 35% a 38%, dependendo do cenário, enquanto Flávio oscila entre 29% e 30%. A diferença, que já foi de 16 pontos, caiu para cinco.

    Para Paulino, o dado mais relevante não é apenas a redução da distância, mas a dificuldade de Lula em ultrapassar a barreira dos 40% com folga.

    O presidente mantém liderança em todos os cenários de segundo turno — 43% contra 38% de Flávio, por exemplo —, mas permanece dentro de um limite que parece resistente a avanços mais robustos.

    “O Lula tem um conhecimento praticamente unânime e uma exposição maior do que todos os adversários. Mesmo assim, permanece nesse patamar alto, porém estável”, resumiu Paulino.

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    A conclusão é direta: os números macroeconômicos positivos não estão sendo plenamente convertidos em percepção de melhora concreta da vida do eleitor.

    Até onde vai a herança Bolsonaro?

    Se Lula enfrenta um teto, Flávio experimenta uma transferência de votos considerada fora do padrão histórico.

    Segundo Paulino, a migração automática do eleitorado bolsonarista para o filho é algo raro na política brasileira. “Essa transferência não costuma ser tão automática quanto estamos observando agora”, afirmou.

    O crescimento, contudo, começa a mostrar sinais de desaceleração. Ainda assim, a candidatura de Flávio se consolida como o polo competitivo da direita, mesmo antes de apresentar programa ou estrutura formal de campanha.

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    A incógnita permanece: qual é o teto de Flávio? Até onde a força do sobrenome supera a rejeição herdada?

    O país dividido pelo medo?

    Outro dado revelador da pesquisa é o recorte emocional do eleitorado.

    Quando perguntados sobre o que mais os preocupa, 44% dizem temer a volta da família Bolsonaro ao Planalto. Já 41% afirmam temer a permanência de Lula.

    A diferença está dentro da margem de erro, mas o simbolismo é forte: o país permanece dividido praticamente ao meio, inclusive no medo.

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    “Essas perguntas dicotômicas mostram como a população brasileira se divide quase simetricamente”, analisou Paulino.

    São Paulo pode decidir?

    O Instituto Paraná Pesquisas mostrou um cenário ainda mais desafiador para o Planalto no maior colégio eleitoral do país. Em São Paulo, Flávio aparece numericamente à frente de Lula — 37,8% contra 33,7% — dentro da margem de erro.

    A tendência, segundo Paulino, é histórica: o interior paulista tem perfil mais conservador e tradicionalmente favorece candidaturas à direita. Lula pode vencer na capital, mas enfrenta resistência no interior.

    Num cenário nacional acirrado, São Paulo volta a assumir papel estratégico — não apenas pelo tamanho do eleitorado, mas pela capacidade de influenciar a política.

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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