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O número que prejudica Flávio e incomoda Lula na nova pesquisa AtlasIntel

Tanto um quanto o outro partem de um piso alto — mas enfrentam tetos baixos

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 25 fev 2026, 12h54 • Atualizado em 25 fev 2026, 13h21
  • A mais recente pesquisa da AtlasIntel mexe com o tabuleiro eleitoral de 2026. Pela primeira vez desde que começou a ser medido, o senador Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um cenário de segundo turno — ainda que dentro da margem de erro. Um dado, no entanto, dificulta a trajetória dos dois candidatos: a alta rejeição (este texto é um resumo do vídeo acima).

    No primeiro turno, Lula mantém a dianteira: 45% contra 38% de Flávio. Mas o dado politicamente mais relevante está na aproximação no confronto direto.

    Para explicar o movimento, o Ponto de Vista, apresentado por Marcela Rahal, ouviu o analista político da AtlasIntel, Breno Oliveira, com comentários do colunista Mauro Paulino.

    Por que Flávio cresce no segundo turno?

    Segundo Breno Oliveira, dois fatores ajudam a explicar o avanço.

    O primeiro é a transferência de capital político do pai, Jair Bolsonaro. À medida que Flávio se consolidou como nome oficial do bolsonarismo, herdou parte significativa do eleitorado fiel da direita.

    “Ele cresce muito rápido tanto no primeiro quanto no segundo turno”, afirmou o analista.

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    O segundo fator é a piora — ainda que marginal — na avaliação do governo Lula. O levantamento registrou queda de cinco pontos percentuais nas avaliações “ótimo” e “bom”.

    Lula está próximo do teto?

    Para Breno, tanto Lula quanto Flávio partem de um piso alto — mas enfrentam tetos baixos.

    Ambos lideram os índices de rejeição na pesquisa. Isso significa que o espaço para crescimento é limitado. Lula dificilmente ultrapassaria muito além de 50% dos votos válidos; Flávio enfrenta barreira semelhante.

    A polarização, portanto, é um ativo e uma prisão ao mesmo tempo.

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    Tarcísio está melhor posicionado que Flávio?

    O levantamento também testou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, contra Lula.

    Nesse cenário, Tarcísio aparece com vantagem estatisticamente significativa: 47,1% contra 45,9% do presidente. A diferença supera a margem de erro de 1%.

    Para Breno, o governador atinge um eleitorado mais amplo do que Flávio, por não carregar o mesmo nível de rejeição associado ao clã Bolsonaro.

    A terceira via perdeu espaço?

    Os números mostram dificuldades crescentes para candidaturas alternativas. Nomes como Ronaldo Caiado e Romeu Zema aparecem com percentuais residuais.

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    À medida que o eleitorado de direita migra para Flávio, o espaço para uma candidatura de centro-direita não bolsonarista encolhe. O alto piso de Lula e do representante do bolsonarismo tende a sufocar terceiros nomes.

    O que explica a queda na avaliação do governo?

    A perda de cinco pontos na aprovação de Lula não se converteu diretamente em reprovação. Esses eleitores migraram majoritariamente para a avaliação “regular”.

    Trata-se, segundo Breno, de uma erosão de entusiasmo dentro da própria base governista.

    Ele atribui parte do desgaste ao episódio do Carnaval, quando Lula foi homenageado em desfile que gerou polêmica e críticas nas redes sociais.

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    O medo divide o país ao meio?

    Quando a pesquisa pergunta qual cenário causa mais preocupação — a reeleição de Lula ou a eleição de Flávio — os números praticamente se equivalem: 47,5% temem a permanência do petista; 44,9% temem a volta da família Bolsonaro ao poder.

    Para Mauro Paulino, o dado é emblemático.

    “O Brasil se divide praticamente ao meio quando é forçado a escolher entre uma coisa e outra”, afirmou.

    A polarização não apenas persiste — ela estrutura o campo eleitoral.

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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