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A explicação para a cautela de Flávio Bolsonaro com Tarcísio de Freitas

Após aparecer à frente de Tarcísio em simulação eleitoral, senador diz que sua candidatura “não tem volta” e adota postura cuidadosa com aliados

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 jan 2026, 09h56 • Atualizado em 16 jan 2026, 09h56
  • O senador Flávio Bolsonaro decidiu baixar o tom. Apesar de reafirmar que sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto “não tem volta”, o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro tem evitado cobranças públicas por apoio explícito de aliados — em especial do governador paulista Tarcísio de Freitas (este texto é um resumo do vídeo acima).

    A estratégia veio à tona após a divulgação da mais recente pesquisa da Quaest, que colocou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na liderança com 36% das intenções de voto no primeiro turno, seguido por Flávio, com 23%, à frente de Tarcísio em um cenário estimulado.

    Por que Flávio evita pressionar aliados agora?

    Segundo o cientista político Elias Tavares, entrevistado no programa Ponto de Vista, o movimento é típico de quem tenta preservar valor na mesa de negociação. Um pré-candidato, explica, não pode demonstrar dúvida ou disposição para recuar — sob pena de perder força política.

    “Quando ele diz que a candidatura não tem volta, isso é quase obrigatório. Se ele sinaliza que pode desistir, vira moeda fraca nas negociações”, afirma.

    A pesquisa fortalece ou limita Flávio Bolsonaro?

    Embora o desempenho à frente de Tarcísio tenha sido celebrado por aliados, a leitura é mais complexa. Para Elias Tavares, o levantamento mostra a largada, não a chegada. Ainda assim, funciona como um primeiro termômetro interno para partidos e lideranças.

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    “A pesquisa traz elementos importantes para balizar o jogo. Mas ela também revela limites. Flávio cresce, mas ainda carrega uma rejeição elevada, que pode se transformar em teto eleitoral”, avalia.

    Por que Tarcísio é peça-chave para Flávio?

    A resposta passa por São Paulo. O maior colégio eleitoral do país é considerado um palanque indispensável em qualquer disputa presidencial. Criar atritos com o governador paulista, neste momento, seria um erro estratégico.

    “Se a candidatura do Flávio avançar, o principal palanque dele será São Paulo. E esse palanque passa necessariamente por Tarcísio.”

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    Há risco de confronto entre Flávio e Tarcísio?

    Por ora, não. O cientista político avalia que as duas candidaturas não tendem a se sobrepor. O cenário mais provável, segundo ele, é de exclusão mútua: ou Flávio consolida seu projeto, ou Tarcísio acaba sendo empurrado para a disputa presidencial.

    “Não consigo enxergar, hoje, Flávio e Tarcísio concorrendo um contra o outro. Ou vai ser um, ou vai acabar sendo o outro”, diz.

    E se a candidatura de Flávio não avançar?

    Nesse caso, o caminho também estaria desenhado. A expectativa é que o senador apoie Tarcísio de Freitas, mantendo a unidade do campo da direita. Por isso, preservar pontes agora é tão importante quanto marcar território.

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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