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O motivo do afastamento de Michelle Bolsonaro, e por que Tarcísio é ‘mais candidato que nunca’

Lançamento da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro também atua para conter desgaste provocado por ex-primeira-dama, avalia colunista Robson Bonin

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 dez 2025, 17h54 • Atualizado em 9 dez 2025, 17h54
  • A turbulência no PL ganhou novos capítulos após o episódio envolvendo Michelle Bolsonaro no Ceará — e, segundo o colunista Robson Bonin, essa fissura interna ajuda a explicar o timing da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto. Bonin participou do programa Ponto de Vista desta terça, 9 (este texto é um resumo do vídeo acima).

    Na semana passada, Michelle reagiu publicamente contra a aliança do PL local com Ciro Gomes (PSDB), criticando o acordo e lembrando ataques do ex-ministro a Jair Bolsonaro. O gesto acendeu o alerta entre os dirigentes do partido e expôs um desconforto que já circulava nos bastidores.

    Enquanto Michelle rechaçava o movimento, Eduardo Bolsonaro e aliados cearenses defendiam a articulação — ampliando a sensação de divisão.

    A candidatura como “pano quente”

    Bonin afirma que muitos líderes do Centrão interpretaram o anúncio da pré-candidatura de Flávio como uma operação política para reorganizar o clã e esfriar a crise criada pela ex-primeira-dama.

    Michelle, que preside o PL Mulher, anunciou afastamento temporário alegando questões de saúde e cancelou evento no Rio. O gesto, na avaliação do colunista, tem forte simbolismo: “Ela demonstra que quer estar na mesa das articulações, mas não foi chamada.”

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    A ex-primeira-dama deve visitar Jair Bolsonaro na PF. Flávio, que esteve lá antes dela, disse que o pai “confia muito na Michelle” e aposta que ela apoiará sua pré-candidatura — mas não eliminou a dúvida instalada por suas próprias declarações aos jornalistas: “Perguntem para ela se vai me apoiar.”

    A disputa pelo comando do bolsonarismo

    Para Bonin, a ausência de Jair Bolsonaro da arena política abriu uma competição silenciosa por protagonismo no grupo: “A briga sempre começa de dentro para fora no bolsonarismo. Hoje não há um líder natural.”

    O PL tenta equilibrar o peso eleitoral de Michelle — forte entre mulheres e evangélicos — com o projeto político de Flávio e os movimentos de governadores aliados.

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    Tarcísio observa — e se fortalece

    A definição de Flávio também reordena a direita. Segundo Bonin, “Tarcísio de Freitas é mais candidato do que nunca”.

    O governador de São Paulo ganha tempo e conforto: Flávio deve assumir o papel de franco atirador contra Lula, enquanto Tarcísio preserva imagem e constrói musculatura nacional. A possibilidade de uma chapa Tarcísio–Flávio em 2026 é vista como plausível.

    O desafio do paulista permanece o de sempre: ser conhecido fora de seu estado.

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    Direita segue sem mensagem clara ao eleitor

    Bonin observa que a profusão de pré-candidaturas na direita — impulsionada pela certeza de que há um eleitorado anti-Lula consolidado — gera movimentos mais performáticos do que estratégicos: “Os políticos fazem de conta que estão articulando. É um aquecimento para manter o assunto vivo até 2026.”

    Com isso, governadores e caciques partidários testam terreno enquanto Flávio tenta se consolidar como herdeiro político do pai — algo ainda longe de pacificado dentro do próprio clã.

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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