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‘O ministro Alexandre de Moraes agiu com muita coragem’, diz Paulinho da Força

Deputado afirma que dados divulgados por pelo ministro enfraquecem narrativa bolsonarista e avalia que punições reduzem risco de novos ataques

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 12 jan 2026, 12h50 • Atualizado em 12 jan 2026, 13h22
  • Os números divulgados pelo Supremo Tribunal Federal sobre as condenações pelos atos golpistas de 8 de janeiro passaram a ser usados como argumento político contra a retórica de perseguição sustentada por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em entrevista ao Ponto de Vista, o deputado federal Paulinho da Força afirmou que as estatísticas apresentadas pelo ministro Alexandre de Moraes mostram um quadro bem diferente daquele pintado nas redes bolsonaristas (este texto é um resumo do vídeo acima).

    Segundo os dados citados pelo ministro, cerca de 100 pessoas já foram condenadas até agora. Desse total, quase 30% receberam penas de até um ano e mais de 40% firmaram acordos de não persecução penal, encerrando os processos com pagamento de multas e cursos obrigatórios, sem julgamento.

    Os números enfraquecem a narrativa de perseguição?

    Para Paulinho, sim. O deputado reconhece que pode ter havido exageros pontuais no discurso político, mas avalia que, no conjunto, a atuação do Supremo foi equilibrada. “Quando você olha os números friamente, fica difícil sustentar a ideia de condenações indiscriminadas ou penas astronômicas para todo mundo”, afirmou.

    Ele destacou que o próprio STF diferenciou situações e responsabilidades, separando grupos e aplicando punições distintas conforme o envolvimento de cada réu. “Teve quem pegou pena maior, teve quem pegou pena menor, teve quem fez acordo. Isso desmonta o discurso de perseguição generalizada”, disse.

    Alexandre de Moraes agiu com excesso ou firmeza?

    Na avaliação do deputado, a palavra correta é firmeza. Paulinho elogiou diretamente a condução do ministro relator dos processos do 8 de Janeiro. “O Alexandre teve coragem. Enfrentou um por um, enfrentou grupos organizados e agiu com muita firmeza”, afirmou.

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    Para ele, essa postura foi essencial para dar uma resposta institucional aos ataques contra a democracia e evitar que a punição fosse vista como simbólica ou frouxa.

    As condenações desestimulam novos golpes?

    Paulinho rejeita o argumento de que a revisão das penas, discutida no Congresso, abriria espaço para novas tentativas golpistas. Segundo ele, o crime de golpe de Estado continua previsto com penas entre quatro e doze anos, cabendo ao juiz definir a dosimetria caso a caso.

    “Na prática, o que se discutiu foi uma redução de cerca de dois anos e meio quando se somavam penas. Isso não incentiva golpe nenhum”, afirmou. Para o deputado, a lembrança do que ocorreu em 8 de janeiro de 2023 e das consequências judiciais impostas funciona como um freio. “As pessoas viram o que aconteceu. Vão pensar duas vezes antes de tentar algo parecido”, disse.

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    O impacto político do balanço do STF

    Ao comentar os dados apresentados por Alexandre de Moraes, Paulinho concluiu que o saldo político tende a ser desfavorável para quem insiste na retórica de vitimização. “É muita conversa para quem quer falar mal do projeto ou do Judiciário. Os números estão aí”, afirmou.

    Na leitura do deputado, a combinação entre punições, acordos e diferenciação de condutas reforça a mensagem de que o Estado reagiu dentro da lei — e reduz o espaço para discursos que tentam transformar os condenados do 8 de Janeiro em mártires políticos.

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

     

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