O impacto do ato bolsonarista no futuro de Jair Bolsonaro na prisão
Críticas a ministros do Supremo foram vistas como fator que pode dificultar a saída do ex-presidente do Complexo Penitenciário da Papuda
Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) o veem mais distante da prisão domiciliar depois do ato realizado pela direita neste domingo, na Avenida Paulista, em São Paulo. Na opinião de correligionários do ex-presidente, a manifestação – que contou com a presença do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) – não mostrou a “unidade necessária” das candidaturas deste espectro político e serviu apenas para municiar alguns dos principais nomes do bolsonarismo com materiais que devem ser usados como “cortes” para a internet nas eleições deste ano.
Enquanto isso, as críticas aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do STF, distanciariam ainda mais Bolsonaro da prisão domiciliar. Desde janeiro, Bolsonaro cumpre pena no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Aliados e familiares argumentam que o ex-mandatário precisa de acompanhamento médico e, por isso, pedem para que ele cumpra a pena em casa.
O pastor Silas Malafaia e os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) criticaram o Supremo.
“O destino do Alexandre de Moraes é cadeia”, disse Nikolas seu discurso, que também se dirigiu ao ministro como “pateta” e “panaca”.
A oposição realizou atos pelo Brasil, defendendo liberdade para Jair Bolsonaro, mas foi em São Paulo onde ocorreu o ato principal. Além de Flávio, estiveram presentes os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), pré-candidatos à Presidência. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) discursou aos manifestantes por transmissão em vídeo.





