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O fator que mantém Tarcísio no radar mesmo oficialmente fora da disputa

Embora reafirme foco na reeleição em São Paulo, governador segue influente nas pesquisas e pode ser peça-chave na transferência de votos da direita

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 fev 2026, 13h27 • Atualizado em 18 fev 2026, 13h28
  • A corrida presidencial segue marcada por dois polos consolidados — Lula e o bolsonarismo —, mas o xadrez eleitoral ainda está longe de fechado. Em participação no programa Ponto de Vista, Yuri Sanches, da AtlasIntel, falou sobre os cenários mais recentes (este texto é um resumo do vídeo acima).

    O diagnóstico é claro: Flávio Bolsonaro aparece mais competitivo que Tarcísio de Freitas no momento, mas o jogo está aberto — e abril pode ser decisivo.

    Tarcísio ainda é carta fora do baralho?

    Em tese, sim. Na prática, não.

    A apresentadora Marcela Rahal lembrou a frase recorrente de Gilberto Kassab: na política, “nunca” é palavra proibida. Yuri reforçou que o cenário é “bastante incerto” e “volátil”, com articulações simultâneas em curso.

    Segundo ele, mesmo em cenário hipotético, Tarcísio preserva um “estoque” de 10% a 11% das intenções de voto. Pode parecer pouco, mas representa um ativo estratégico — especialmente em São Paulo, maior colégio eleitoral do país.

    Essa base, inclusive, fortalece as pretensões de Flávio Bolsonaro no estado.

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    O PSD pode quebrar a polarização?

    O PSD tenta construir uma alternativa de centro-direita fora do bolsonarismo, agora com três governadores no páreo: Ratinho Júnior, Eduardo Leite e Ronaldo Caiado.

    Para Yuri, o partido busca explorar um espaço real no eleitorado. “Existe esse espaço que o PSD está tentando construir para uma alternativa alijada do bolsonarismo”, afirmou.

    Mas há um obstáculo histórico.

    A terceira via já não tentou antes?

    Tentou — e falhou.

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    O comentarista Mauro Paulino lembrou que tanto em 2018 quanto em 2022 houve um desejo declarado do eleitor por uma alternativa à polarização. Nas pesquisas, esse anseio aparece com força. Mas, na prática, ele não se converte em voto decisivo.

    “O antipetismo e o antibolsonarismo acabam provocando medo num terço da população que é mais neutra”, explicou Paulino. “Ao final, acabam optando por uma opção bolsonarista ou lulista.”

    Esse “terço do meio”, tradicionalmente decisivo, tende a migrar para um dos polos quando o segundo turno se aproxima.

    Flávio tem mais fôlego que Tarcísio?

    No momento, sim.

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    A consolidação da candidatura de Flávio Bolsonaro aparece mais robusta que qualquer hipótese envolvendo Tarcísio. A transferência de votos do pai para o filho continua sendo um diferencial competitivo.

    Mas o colunista pondera: ainda é cedo.

    “A gente tem que esperar o desenrolar da campanha para ver se neste ano haverá uma força maior desse centro”, afirmou Paulino.

    O tabuleiro está montado?

    Ainda não.

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    Há conversas do presidente Lula com partidos como União Brasil e PP em busca de neutralidade ou apoio regional. Do outro lado, o PSD tenta viabilizar um nome próprio até abril.

    O cenário é de construção simultânea de palanques estaduais e negociações cruzadas.

    Por enquanto, o que existe é uma liderança consolidada de Lula nas pesquisas e um bolsonarismo competitivo com Flávio.

    O resto ainda é hipótese — mas hipótese com prazo de validade.

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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