O evento que faz Sergio Moro acreditar na própria candidatura – mesmo após boicote
PP vetou o nome do ex-juiz da Lava-Jato na corrida pelo Palácio Iguaçu, mas União Brasil garante que o senador permanece como candidato
Pré-candidato ao governo do Paraná e líder absoluto nas pesquisas de intenção de votos, o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) está no centro de uma disputa entre seu partido, o União Brasil, e o PP, sigla com a qual a legenda pretende formar uma federação pelos próximos quatro anos. Por pressões dos progressistas, ele acaba de ter a candidatura barrada pelo parceiro de federação e corre o risco de não concorrer ao Palácio Iguaçu em 2026. Um evento político recente, no entanto, é considerado por aliados de Moro como exemplo de que seu partido está de fato disposto a levar seu nome adiante nas urnas.
No final de novembro a fundação ligada ao União Brasil sediou um debate sobre segurança pública – como se sabe, a principal preocupação do eleitor – em Curitiba e reuniu, além de Moro, o presidente e o 1º vice-presidente da legenda Antônio Rueda e ACM Neto, respectivamente, e o ex-capitão do BOPE do Rio de Janeiro Rodrigo Pimentel.
O encontro foi permeado por críticas ao PT e ao uso de câmeras corporais como panaceia para a violência crescente no país e, na avaliação de aliados do ex-juiz da Lava-Jato, serviu para demonstrar suporte do partido à sua candidatura. Pela lógica de aliados, se o União quisesse rifar Moro não teria se empenhado tanto no evento. Dias depois Rueda disse de público que, mesmo com o impasse com o PP, Moro é o candidato da legenda à sucessão de Ratinho Jr (PSD).
A ofensiva do PP, presidido pelo senador e ex-ministro Ciro Nogueira (PP-PI), ocorre na esteira de pesquisas de opinião que apontam que Sergio Moro lidera com folga a corrida pelo governo do Paraná com quase 15 pontos percentuais à frente de qualquer opção de segundo colocado. No cenário mais competitivo, de acordo com o Paraná Pesquisas, o senador soma 47,5% das intenções de voto contra 28,8% do deputado estadual Requião Filho (PDT).
A classe política nunca morreu de amores por Sergio Moro, e diferentes petardos contra o ex-juiz costumam andar de mãos dadas com o momento político vivido pelo país. Como mostra a edição de VEJA que chega neste fim de semana às bancas e plataformas digitais, além da questão eleitoral, a 13ª Vara Federal de Curitiba está no centro de uma troca de acusações do ex-deputado estadual Tony Garcia e foi alvo de busca e apreensão por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli.





