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O erro de Lula no processo de indicação de Jorge Messias ao STF

No programa Ponto de Vista, colunista Matheus Leitão aponta desgaste com Davi Alcolumbre e vê risco de escalada institucional

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 dez 2025, 15h59 • Atualizado em 3 dez 2025, 18h18
  • O colunista Matheus Leitão avaliou, no programa Ponto de Vista desta quarta, 3, que o governo Lula “agiu muito mal” ao conduzir a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Para ele, tanto o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, quanto Rodrigo Pacheco se sentiram desrespeitados pela forma como o Palácio do Planalto tentou manejar o processo — especialmente ao segurar o envio da mensagem oficial com o nome do indicado, numa tentativa de postergar a sabatina (este texto é um resumo do vídeo acima).

    “Essas malandragens de não mandar o pedido formal porque sabe que não tem votos suficientes são do jogo, mas são rasteiras”, afirmou Leitão.

    O que motivou a irritação do Senado?

    Segundo o colunista, Alcolumbre está “muito chateado”, e isso é consenso entre quem acompanha os bastidores em Brasília. O descontentamento não se limita ao aliado — Rodrigo Pacheco também teria reprovado o método escolhido por Lula.

    Embora a indicação seja prerrogativa presidencial, Leitão reforça que a reação dura do Senado foi um recado claro de que o governo ultrapassou limites. “Há uma queda de braço entre o Executivo e o Senado. É uma crise institucional forte, como já vimos em outros momentos.”

    Ele ressalta ainda que a decisão do ministro Gilmar Mendes sobre limitar à PGR os pedidos de impeachment de ministros do STF, citada na conversa, pode tensionar o ambiente e envolver o Supremo numa crise mais ampla.

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    Aproximação Lula–Trump muda o tabuleiro?

    Matheus Leitão também comentou a conversa por telefone entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — um diálogo marcado por elogios públicos do republicano ao brasileiro. Para o colunista, essa aproximação “improvável” tem efeitos diretos sobre o bolsonarismo.

    “Jair Bolsonaro deve estar se sentindo um traído”, disse. Ele lembrou que o ex-presidente contava com Trump para denunciar sua condenação na trama golpista, e que as sobretaxas impostas ao Brasil surgiram justamente quando Trump criticava o julgamento.

    Agora, diz Leitão, o republicano praticamente abandonou o tema, retirou tarifas e passou a enaltecer Lula — movimento que fortalece o petista no cenário internacional e isola politicamente Bolsonaro.

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    Papel do Brasil na crise venezuelana

    Leitão ainda destacou que a articulação entre Lula e Trump inclui conversas sobre segurança regional e tensões envolvendo a Venezuela. Para ele, o governo brasileiro tenta se colocar como mediador diante do risco de escalada militar na América Latina.

    O colunista observou também que, após anos de desgaste com o regime de Nicolás Maduro, Lula se afastou politicamente do chavismo — movimento que, segundo ele, fez bem à imagem do presidente no exterior.

    “Trump está completamente apaixonado por Lula”, concluiu Leitão, “e Bolsonaro se sente totalmente traído”.

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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